- Datafolha mostra empate entre aprovação e desaprovação de Lula, 48% cada, e 3% não souberam/não responderam.
- A avaliação negativa caiu desde maio, com a diferença entre ótimo/bom e ruim/péssimo reduzida de 11 para seis pontos.
- Governo atribui o empate aos pacotes de medidas recentes, incluindo o Novo Desenrola, o fim da isenção para compras internacionais de até US$ 50 e crédito para taxistas e motoristas de aplicativo.
- A oposição classifica as medidas como eleitorais; governo afirma manter ações mesmo em ano eleitoral para não parar.
- Em segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro 43%; 36% da população ainda não tomou conhecimento das relações entre o senador e o banqueiro.
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ficar empatada com a desaprovação em uma nova leitura do Datafolha, após meses de queda da popularidade. O instituto aponta 48% de aprovação e 48% de desaprovação, com 3% sem resposta. O resultado reforça o cruzado cenário político em ano eleitoral.
O levantamento acompanha a atuação do governo com foco em medidas recentes, como o Novo Desenrola 2.0, o fim da isenção de compra internacional de até US$ 50 e o crédito para taxistas e motoristas de aplicativo. O objetivo é manter ações que deem efeito imediato à população.
A oposição classifica as medidas como eleitoreiras, enquanto o governo sustenta que não pode parar de trabalhar por ser ano eleitoral. Segundo o governo, as ações devem continuar, especialmente para famílias endividadas, mesmo que estejam com o nome limpo.
Paralelamente, a avaliação global de Lula sobe ou desce conforme o tema, com sinais de melhoria na imagem negativa em relação ao cenário anterior. O Datafolha aponta que a diferença entre os índices de ótimo/bom e ruim/péssimo diminuiu, ainda sem ultrapassar a linha de equilíbrio.
A pesquisa também traz dados sobre Flávio Bolsonaro, alvo de ataque político. O empate técnico com Lula no possível segundo turno se desfez: Flávio caiu para 43% e Lula subiu para 47%. A avaliação pode influenciar estratégias eleitorais no curto prazo.
Ainda segundo o levantamento, 36% da população não tomou conhecimento das relações entre o senador e o banqueiro. A equipe de Lula sinaliza que há espaço para explorar esse tema, nos próximos meses, com o objetivo de fragilizar adversários em cenário de disputa.
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