- Lula pretende defender o fim das plataformas de apostas online na campanha de 2026, mesmo o governo já regulamentando o setor e arrecadando bilhões em impostos com bets.
- Nos quatro primeiros meses deste ano, as plataformas pagaram R$ 3,1 bilhões em impostos, e foram R$ 9 bilhões em 2025.
- O presidente afirmou que sempre foi contra as bets, mas sancionou a regulamentação há dois anos com promessas de fiscalização pesada.
- Ele disse que, durante a campanha, vai defender o fim das bets que não oferecem utilidade pública e criticou a influência dessas plataformas no Congresso e em transmissões esportivas.
- O Tribunal de Contas da União aponta irregularidades generalizadas: cerca de 40% das bets operam de forma irregular, e até 51% dos jogos apresentam indícios de ilegalidade, com falhas de monitoramento, bloqueio e coordenação entre órgãos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que defenderá o fim das plataformas de apostas online na campanha de 2026, apesar de o governo já ter regulamentado o setor e arrecadado bilhões em impostos. Dados do governo mostram que, nos primeiros quatro meses deste ano, as plataformas pagaram R$ 3,1 bilhões em tributos, e a arrecadação total para 2025 chegou a R$ 9 bilhões.
Lula disse ser contra as bets, mas reconheceu ter sancionado a regulamentação há dois anos com promessas de fiscalização mais rígida e proteção aos consumidores. Em entrevista à EBC, o presidente afirmou que, se depender dele, acabariam as apostas que não oferecem serviços úteis ao país.
O lucro do setor, segundo o presidente, ganhou influência política e econômica, especialmente entre deputados e senadores. Ele atribuiu ao Legislativo a dificuldade de extinguir as plataformas e criticou a presença das bets em transmissões esportivas, clubes de futebol e eventos culturais.
Auditoria aponta alta ilegalidade
O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou uma auditoria com recomendações contundentes sobre o controle das apostas online. O levantamento indica que cerca de 40% das bets em operação atuam de forma irregular, mesmo com a regulamentação vigente.
O TCU também aponta que até 51% dos jogos em plataformas analisadas possuem indícios de ilegalidade, incluindo lavagem de dinheiro, manipulação de resultados e evasão fiscal. O documento cita facilidade para criar novos domínios após bloqueios, além de monitoramento insuficiente entre órgãos públicos.
Além disso, a auditoria destacou baixa adesão de instituições financeiras às determinações de suspensão de operações com plataformas ilegais, lentidão em processos administrativos e ausência de indicadores para medir a eficácia dos bloqueios realizados pelo governo.
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