- Flávio Bolsonaro se reúne nesta semana com o comando do PL em Minas Gerais para definir o candidato a governador do estado pelo partido.
- Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, e o pleito por lá costuma influenciar as eleições nacionais.
- O PL trabalha com duas possibilidades: lançar candidatura própria (nomes cotados: Flávio Roscoe ou Vittorio Medioli) ou apoiar o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos.
- A reunião pode ocorrer antes da visita de Flávio a Belo Horizonte, prevista para os dias 1º e 2 de junho; há expectativa de definição antes dessa agenda.
- A aliança entre PL e Republicanos prevê que, em caso de candidatura própria, o Republicanos escolha o vice na chapa; cenário de aliança já enfrentou questionamentos após áudio envolvendo Flávio e o banqueiro Vorcaro.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, deve se reunir nesta semana com o comando do partido em Minas Gerais para definir quem será o candidato a governador apoiado pela sigla. A decisão ocorre antes das convenções, com o objetivo de consolidar a chapa estadual.
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil e costuma influenciar o cenário nacional. Flávio ainda não tem adversário definido pelo PT, que não anunciou candidato no estado. A conversa desta semana servirá para alinhar o palanque mineiro às estratégias da campanha presidencial.
O presidente do PL em Minas, Domingos Sávio, disse ao g1 que a intenção é fechar a definição antes da passagem de Flávio pela capital mineira, Belo Horizonte, entre 1º e 2 de junho. A ideia é que o senador aproveite a visita para reforçar o apoio ao candidato da sigla.
Caminhos para a chapa
O PL trabalha com duas possibilidades: apoiar o candidato do Republicanos, Cleitinho Azevedo, ou lançar candidatura própria. Entre os nomes cotados para a candidatura solo estão Flávio Roscoe, ex-presidente da FIEMG, e Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.
Na aliança firmada com o Republicanos, ficou acordado que, em caso de candidatura própria, o PL permitirá que o Republicanos escolha o vice na chapa. Essa leitura pode influenciar a composição final da majoritária.
Cenário e impactos
Até o início do mês, o PL avaliava a possibilidade de aliança com o governador Mateus Simões (PSD), mas o movimento foi descartado. O deputado Domingos Sávio citou que o distanciamento entre palanques de Zema e Caiado dificulta a construção de uma frente única.
A relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, passou a gerar desgaste. Romeu Zema criticou o senador, enquanto Sávio afirmou que a discussão sobre alianças não deve depender de um diálogo isolado.
Uma pesquisa recente do Datafolha indicou variação de cenários a nível nacional, com Lula à frente de Flávio no cenário de 1º turno. Apesar disso, números específicos de Minas podem influenciar as decisões locais do PL.
Olho nas eleições
Ainda não há definição sobre eventual candidatura de Cleitinho à Presidência ou sobre o posicionamento de Flávio no pleito nacional. O panorama mineiro segue incerto, com decisões pendentes de alianças e de pesquisas internas.
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