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Direita e bolsonarismo enfrentam abalo na candidatura de Flávio

Datafolha aponta danos iniciais à candidatura de Flávio Bolsonaro, com base de apoio dividida e candidatos de direita sem ganho nas pesquisas

O filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro, participa de uma vigília após Bolsonaro ser levado à custódia da polícia federal, encerrando meses de prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, 22 de novembro de 2025. — Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
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  • Pesquisa Datafolha após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro indica danos eleitorais ao pré-candidato, com Lula em 40% e Flávio em 31% no primeiro turno.
  • No cenário de segundo turno, Lula tem 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro.
  • A rejeição é de 46% para Flávio e 45% para Lula, segundo a mesma edição da pesquisa.
  • Pilares do bolsonarismo avaliam Flávio como ativo tóxico após os negócios com Vorcaro.
  • Fernando Abrucio analisa a “síndrome de Estocolmo” da direita em relação ao bolsonarismo.

Na última sexta-feira, 22, a candidatura de Flávio Bolsonaro sofreu abalos dentro de sua base de apoio após a divulgação de conversas com Daniel Vorcaro. Aliados próximos classificaram o cenário como tóxico, impactando a percepção sobre o desempenho do pré-candidato.

A valorização de pesquisas mostrou o efeito imediato do episódio Dark Horse. A Datafolha identificou danos eleitorais na primeira leitura após as revelações, com flutuações no cenário da direita e na leitura de viabilidade entre os outros candidatos.

O que aconteceu envolve a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, que gerou repercussões internas na base bolsonarista. O episódio é considerado relevante para a avaliação de apoio e para a dinâmica entre os postulantes da direita.

Contexto recente

Na avaliação de cenários, a Datafolha aponta Lula com cerca de 40% das intenções de voto no 1º turno e Flávio com cerca de 31%. No 2º turno, Lula chega a 47% frente a 43% de Flávio. Os índices de rejeição também aparecem próximos, com 46% para o vice ouponente e 45% para Lula.

Análises da direita

A reportagem de Andréia Sadi destaca que pilares do bolsonarismo veem Flávio como ativo tóxico após as revelações. Já Valdo Cruz aponta que a equipe de Lula deseja manter Flávio ferido, mas sem inviabilizar a campanha presidencial do conjunto da base. Fernando Abrucio analisa a chamada Síndrome de Estocolmo da direita em relação ao bolsonarismo.

Maurício Moura, CEO do Ideia Big Data e professor da George Washington, e Fernando Abrucio, cientista político da FGV-SP, integram o debate apresentado no episódio. A discussão envolve a viabilidade de diferentes candidaturas da direita e a leitura dos pisos e tetos de Flávio e Lula.

O podcast O Assunto, produzido pelo g1, segue sob apresentação de Natuza Nery. O episódio investiga impactos do caso sobre o apoio ao pré-candidato e a possível reconfiguração do cenário eleitoral, com base em dados de pesquisas e análises dos convidados.

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