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Lula orienta governo interino a prender ladrões que governaram o RJ

Lula cobra ao interino do Rio ação contra a corrupção, dizendo que a população quer gestão que prenda ladrões que governaram o estado

O presidente Lula (PT) fala com o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto
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  • Lula pediu ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que trabalhe para prender os ladrões que governaram o estado.
  • Couto está no cargo há dois meses, após a renúncia de Cláudio Castro em meio a críticas de Lula.
  • Entre a posse e 20 de maio, foram registradas 3.171 exonerações em 69 órgãos; 33 secretarias e 36 dos 161 órgãos foram impactados.
  • Os cortes atingiram quase 300 exonerações em cargos de coordenação, direção e gerência de quase 30 entes, e o estado tem cerca de 280 mil servidores ativos.
  • Lula elogiou a postura de Couto, citou críticas a Castro e mencionou o deputado Douglas Ruas; o presidente apoia Eduardo Paes para o governo do estado.

O presidente Lula pediu hoje ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que trabalhe para prender os ladrões que governaram o estado, durante evento na capital fluminense. O pedido ocorreu na cerimônia de inauguração de um centro de desenvolvimento tecnológico da Fiocruz.

Couto está no cargo há dois meses, após a renúncia de Cláudio Castro. Lula destacou que a população não cobrará obras, mas uma gestão que combata a corrupção. O tom foi de cobrança direta ao novo governo interino.

Cenário de mudanças administrativas no Rio envolve ações de ajuste. Entre a posse de Couto e a última quarta-feira, foram publicadas 3.171 exonerações em 69 órgãos. Todas as 33 secretarias e 36 entre 161 órgãos registraram dispensas de servidores.

Cortes atingiram cargos de coordenação, direção e gerência em quase 30 entes diferentes, segundo dados oficiais. O Rio possui hoje cerca de 280 mil servidores ativos, conforme números do governo estadual.

Lula elogiou a postura do desembargador. Ao lado de Couto, o presidente comentou sobre os aplausos recebidos e afirmou que o outro governador provavelmente não seria aplaudido, em referência a Cláudio Castro, alvo de vaias na cerimônia.

Contexto político no estado envolve a saída de Castro, que renunciou ao governo em março para evitar cassação pelo TSE. Além disso, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo naquela época; o ex-vice-governador Thiago Pampolha já havia sido designado para o Tribunal de Contas em maio de 2025.

Conforme a fala de Lula, também houve críticas indiretas a um deputado estadual de atuação bolsonarista, Douglas Ruas, pré-candidato ao governo e interino do Palácio da Guanabara. O presidente pediu que o interino aproveite o tempo para promover mudanças profundas no estado.

No Rio, Lula mantém apoio ao ex-prefeito Eduardo Paes, favorito nas pesquisas, enquanto nomes como Ruas e Garotinho aparecem em segundo lugar na disputa estadual, de acordo com levantamentos apresentados na ocasião.

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