- Quatro partidos da esquerda socialista lançaram pré-candidaturas à Presidência: PCB (Edmilson Costa), PSTU (Hertz Dias), Unidade Popular (Samara Martins) e PCO (Rui Costa Pimenta), todos se apresentando como oposição a Lula e sem confirmar apoio ao petista em eventual segundo turno.
- Samara Martins, da UP, aparece como a principal novidade entre as candidaturas de esquerda; defende programa socialista, com foco em educação, saúde e auditoria da dívida, e não se compromete com Lula em segundo turno.
- Hertz Dias, do PSTU, propõe reforma agrária com controle dos trabalhadores, expropriação de grandes propriedades, estatização do sistema financeiro e defesa de direitos de grupos oprimidos; não há confirmação de apoio a Lula no segundo turno.
- Edmilson Costa, do PCB, defende Constituinte, estatização do sistema financeiro, aumento do poder de compra dos salários, 30 horas de jornada e fim do monopólio das comunicações; ainda não decide sobre coalizões para segundo turno.
- Rui Costa Pimenta, do PCO, critica o legado do PT, enfatiza reformas estruturais e defesa de direitos democráticos, e não descarta apoiar Lula em um eventual segundo turno.
O campo da esquerda socialista registra quatro pré-candidaturas à Presidência. Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) disputam espaço, sem confirmar apoio a Lula em eventual segundo turno. O cenário destaca Samuel Martins como a primeira mulher entre os candidatos.
Apesar das diferenças entre as siglas, todas se colocam à esquerda de Lula e ainda não indicaram composição de aliança com o petista no futuro segundo turno. O desfecho depende de pesquisas, debates e estratégias de campanha.
Na última pesquisa Datafolha, Samara Martins foi a melhor colocada entre os quatro, com 3% das intenções de voto no cenário de primeiro turno. Pimenta ficou com 1%, enquanto Hertz não teve registro e Costa não apareceu.
UP: Samara Martins
Samara Martins estreia em pleitos presidenciais. A União Popular defende um programa socialista e transformação radical, não aceitando políticas que apenas mantenham o capitalismo. Entre as pautas estão aumento imediato do salário, fim da escala 6×1 e revogação de reformas.
A proposta inclui reestatização de empresas estratégicas, suspensão e auditoria da dívida pública. A candidata planeja investir em educação, saúde e SUS, com maior valorização de escolas e universidades, mantendo foco no combate à violência contra mulheres.
Samara não confirmou apoio a Lula em eventual segundo turno. A candidata afirmou que a decisão será discutida pelo partido quando for oportuno e que a regra eleitoral atual favorece quem tem dinheiro. Ela aponta possibilidade de competitividade com programa socialista.
PSTU: Hertz Dias
Hertz Dias destaca a necessidade de disputar a consciência da classe trabalhadora diante da ascensão da extrema-direita, atribuindo o quadro à crise do capital. O PSTU defende a desapropriação do agronegócio, reforma agrária com controle dos trabalhadores e titulação de territórios quilombolas.
Entre as pautas, consta a suspensão do pagamento da dívida pública, estatização do sistema financeiro e defesa de setores oprimidos, como negros, mulheres e povos indígenas. Dias também defende a expropriação de grandes fortunas para financiar políticas públicas.
Sobre o segundo turno, o PSTU não descarta eventual apoio a Lula, mas já foi crítico ao petismo em eleições anteriores. A legenda enfatiza a necessidade de defender liberdades democráticas diante de qualquer governo.
PCB: Edmilson Costa
Edmilson Costa, secretário-geral do PCB, afirma que dois turnos permitem apresentar propostas com maior alcance. O partido propõe enfrentar o imperialismo, apoiar Cuba, Irã e Palestina, e revogar contrarreformas.
Entre as medidas, Costa cita a recomposição do poder de compra dos salários, a estatização do sistema financeiro e a ampliação do poder público na educação e na saúde. Também defende uma Constituinte para transformar a participação popular em poder político.
Costa não decidiu o que fará no segundo turno, mas afirma que o PCB lutará contra a extrema-direita. O objetivo é ampliar o campo da esquerda em relação ao governo atual.
PCO: Rui Costa Pimenta
Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, defende uma ruptura com as políticas do PT, argumentando esgotamento com a gestão de Lula. O programa oferece orientações para enfrentar a desindustrialização, privatizações e alta dívida pública.
Entre propostas, está a defesa dos direitos democráticos e a crítica à censura. O PCO aponta para reformas estruturais e maior participação popular, incluindo a necessidade de enfrentar a concentração de renda.
Sobre o segundo turno, Pimenta não confirmou apoio a Lula, mas não descartou a possibilidade de apoiar um outro candidato de esquerda. O partido mantém posição crítica em relação ao sistema atual.
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