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Albanese une-se a coalizão para fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia

Austrália ingressa coalizão de países que exige fim à expansão de asentamentos israelenses na Cisjordânia, destacando violação do direito internacional

Western leaders have called for an end to the construction of Israeli settlements they say breach international law.
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  • Austrália juntou-se a Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Canadá, Noruega, Holanda e Nova Zelândia para condenar os assentamentos israelenses na Cisjordânia e pedir o fim da expansão.
  • Em declaração conjunta, os líderes afirmaram que a violência de colonos atingiu níveis sem precedentes e que as políticas de Israel minam a estabilidade e a viabilidade de uma solução de dois estados.
  • O documento cita o projeto de assentamento E1, que ligaria Jerusalém oriental a um assentamento na Cisjordânia, com 3.401 unidades habitacionais previstas.
  • Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel e colonizador, já disse que a construção “enterraria” a ideia de um estado palestino, caso fosse implementada.
  • Os signatários pedem que Israel cesse a expansão de assentamentos, responsabilize a violência de colonos, investigue ações das forças israelenses e respeite a custódia Hashemita sobre locais sagrados de Jerusalém, além de suspender restrições à economia palestina.

O governo australiano informou que o país aderiu a uma coalizão de nações preocupadas com a expansão de assentamentos israelenses na West Bank. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Anthony Albanese e por lideranças do Reino Unido, Itália, França, Alemanha, Canadá, Noruega, Holanda e Nova Zelândia, em uma declaração conjunta publicada na sexta-feira.

A nota conjunta acusa a construção de assentamentos de violar o direito internacional e afirma que a violência de colonos atinge níveis sem precedentes, prejudicando a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois estados. O grupo cita especificamente o projeto de assentamento E1, que ligaria Jerusalém Oriental a outro assentamento na Cisjordânia.

Contexto do E1 e posicionamentos

Segundo o texto, o projeto E1, que envolve 3.401 unidades habitacionais, dividiria a West Bank em duas áreas distintas. A declaração diz ainda que as políticas israelenses reforçam o controle e agravam as violações de leis internacionais. Bezalel Smotrich, ministro das Finanças e figura de linha dura, havia defendido a obra ao ser aprovada em 2023, afirmando que criaria fatos no terreno.

O documento conjunto também detalha sanções aplicadas a Smotrich e a Itamar Ben-Gvir, anunciadas em junho do ano passado por governos como os do Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Noruega, por incitar violência extremista e abusos aos direitos palestinos. O grupo internacional pede que Israel suspenda a expansão de assentamentos e investigue denúncias contra as forças israelenses.

Pedidos e próximos passos

Entre as demandas, os líderes instam Israel a respeitar a custódia de Jerusalém sobre locais sagrados e a manter o status quo histórico. Também pedem o levantamento de restrições financeiras sobre a Autoridade Palestina e o funcionamento da economia palestina. Há ainda uma rejeição firme de apoiadores de anexação e deslocamento forçado da população palestina.

O bloco reforça que a solução de dois Estados continua como referência para uma paz duradoura, com duas nações democráticas convivendo em fronteiras reconhecidas. A declaração afirma que empresas não devem participar de licitações ligadas a assentamentos, sob risco legal e reputacional.

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