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Reino Unido convoca chargé d’affaires de Israel após vídeo de Ben-Gvir

Reino Unido convoca o chargé d’affaires de Israel após vídeo de Itamar Ben-Gvir humilhando ativistas da flotilha provocar condenação internacional

Itamar Ben-Gvir’s actions led to widespread condemnation, including from the US ambassador, usually a staunch ally of the country.
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  • O Reino Unido convocou o chargé d’affaires de Israel após divulgação de vídeo em que o ministro de Segurança, Itamar Ben-Gvir, debocha de ativistas detidos durante a interceptação de uma flotilha rumo a Gaza.
  • Ativistas, presos em águas internacionais, foram detidos e, posteriormente, começam a ser deportados; a ação ocorre em meio a críticas internacionais.
  • Países europeus discutem sanções a Ben-Gvir: Itália pediu ao Conselho da União Europeia que trate do tema; Polônia quer proibir a entrada do ministro no país.
  • O governo britânico informou ter exigido explicações das autoridades de Israel sobre as condições de detenção e afirmou que os direitos dos envolvidos devem ser protegidos.
  • Acusações e reações internacionais aumentam a pressão sobre Israel, já sob críticas por suas ações na faixa de Gaza e por políticas de detenção associadas ao conflito.

O Reino Unido convocou o chargés d’affaires de Israel após a divulgação de um vídeo em que o ministro da Segurança, Itamar Ben-Gvir, aparece zombando de ativistas detidos durante a interceptação de uma flotilha com destino a Gaza. O incidente ocorreu enquanto centenas de ativistas eram liberados ou estavam em processo de deportação, após tentar romper o bloqueio naval israelense.

Em reação internacional, a Itália solicitou discussões com a UE sobre sanções a Ben-Gvir pela suposta conduta desrespeitosa com ativistas detidos em águas internacionais. A Polônia também pediu a proibição de entrada do ministro no país devido ao vídeo, que mostra ativistas algemados e ajoelhados. No Reino Unido, o Foreign Office denunciou o tratamento e exigiu explicações, ressaltando a proteção aos direitos das partes envolvidas.

Diversas vozes condenaram a ação. Grupos de direitos humanos relatam abusos sistemáticos em prisões israelenses, ampliando o escrutínio sobre a gestão de Gaza, do Líbano e da coalizão com os EUA contra o Irã. Paralelamente, o governo grego pediu a libertação imediata de seus nacionais, e a União Europeia manifestou contrariedade, chamando o ocorrido de inaceitável.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconheceu a interceptação, mas afirmou que o tratamento dos ativistas não condiz com os valores do país e ordenou a deportação dos envolvidos. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticou publicamente Ben-Gvir, descrevendo a ação como vergonhosa para Israel. O governo turco informou envio de aeronaves para retornar seus cidadãos que participaram da flotilha.

A flotilha partiu de Portugal e Espanha em abril, buscando chamar atenção para as condições na Faixa de Gaza, onde quase dois milhões de pessoas vivem sob bloqueio. Autoridades israelenses anunciaram a detenção e a remoção de dezenas de ativistas, com passos legais em curso para alguns detidos, incluindo cidadãos israelenses que já participaram de ações anteriores.

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