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Ministro diz não haver checagem de segurança para Andrew, enviado comercial

Documentos indicam ausência de due dilligence formal na nomeação de Mountbatten-Windsor como enviado comercial, apesar da rainha ter sido favorável ao papel

The then Prince Andrew in Jakarta in 2011; in his role as a UK trade envoy he travelled the world meeting senior business and government figures.
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  • Documentos divulgados mostram que não houve due diligence formal nem vetting de segurança antes da nomeação de Andrew Mountbatten-Windsor como enviado comercial, em 2001.
  • A rainha Elizabeth II estaria “muito interessada” que o filho assumisse um papel de destaque na promoção dos interesses britânicos.
  • O governo publicou 11 documentos em resposta a pedido dos Libera Dems, revelando como o cargo foi criado e a nomeação de Mountbatten-Windsor.
  • Um memorando de fevereiro de 2000 indicava que o papel incluiria viagens regionais e duas ou três visitas internacionais por ano, além de receber visitantes de alto nível em Londres.
  • Mountbatten-Windsor exerceu o cargo de representante especial de comércio internacional de 2001 a 2011; houve controvérsia anterior sobre contatos com Jeffrey Epstein.

O governo informou que não há evidência de checagens formais de segurança ou de due diligence realizadas antes da nomeação de Andrew Mountbatten-Windsor, o Duque de York, como enviado comercial em 2001. A revelação acompanha detalhes de que a rainha Elizabeth II estaria “muito interessada” em que o filho assumisse papel de destaque na promoção dos interesses britânicos.

Os documentos históricos, publicados na quinta-feira em resposta a um movimento dos Liberal Democrats no parlamento, mostram que houve uma recomendação da então chefe-executiva da British Trade International, em 25 de fevereiro de 2000, para que o príncipe ocupasse o cargo. A nomeação ocorreu no governo de Tony Blair e o papel dava acesso a contatos de governo e setor privado ao redor do mundo.

Segundo o material, o memorando descreve que Mountbatten-Windsor realizaria viagens regionais e 2 ou 3 visitas internacionais por ano, além de liderar missões comerciais de tempos em tempos. O texto aponta ainda que o príncipe deveria receber visitantes de alto nível em Londres e atuar como anfitrião em refeições ou recepções, conforme o caso.

O assessor do então príncipe indicou preferências por visitas a países sofisticados e interesses culturais, como balé, para além de evitar funções privadas de golfe no exterior, descritas como atividade particular. O relatório afirma que o príncipe ocupou o cargo de representante especial de comércio e investimento entre 2001 e 2011, de forma não remunerada, percorrendo o mundo para encontros com empresários e autoridades.

O material publicado também cita o histórico do segundo filho da monarca em relação a investigações posteriores. Em virtude de ações passadas, houve perguntas sobre a relação dele com Jeffrey Epstein, empresário condenado, enquanto atuava como representante comercial. O príncipe nega irregularidades envolvendo Epstein.

O conjunto de documentos foi liberado após a provocação parlamentar dos Liberal Democrats e aborda como a função foi estruturada e quem participou de sua criação. Não há, nos papéis disponibilizados, registro de procedimentos formais de verificação de antecedentes ou de diligência de segurança associados ao cargo no período.

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