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Gilmar Mendes elogia pacote de Lula que endurece regras para big techs

Gilmar Mendes celebra pacote de Lula que amplia fiscalização das redes, cria canais de denúncia, remoção rápida de conteúdos e sede no Brasil para as big techs

Decano classificou como "avanço civilizatório" mudanças que obrigam remoção de conteúdos. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Gilmar Mendes elogiou, nas redes sociais, o pacote assinado pelo presidente Lula que endurece regras para as big techs, chamando de avanço civilizatório.
  • Os decretos formalizam a leitura do Marco Civil da Internet, com a ANPD como órgão responsável pela fiscalização das plataformas.
  • As empresas passam a ter de manter canais de denúncia acessíveis, remover conteúdos criminosos independentemente de decisão judicial e informar o denunciante sobre a decisão; dados de remoção devem ser armazenados para usos futuros.
  • Também há obrigação de ter representante e sede no Brasil com poderes para responder pela empresa.
  • O pacote impõe regras mais rígidas para divulgação não autorizada de conteúdo íntimo e proíbe deepfakes sexuais; o STF já havia definido, em junho de 2025, a responsabilização civil dos provedores por conteúdos de terceiros, sem prejuízo do dever de remoção.

Gilmar Mendes elogiou o pacote assinado pelo presidente Lula, voltado à regulamentação das redes sociais, chamando o conjunto de medidas de avanço civilizatório. A avaliação foi compartilhada pelo ministro do STF em suas redes sociais nesta quarta-feira, 20, após a assinatura dos decretos pelo governo.

Segundo Mendes, as medidas dão concreção a uma leitura revisada do artigo 19 do Marco Civil da Internet, ampliando a atuação da ANPD na fiscalização. Ele ressaltou que a regulamentação estabelece canais de denúncias de fácil acesso, obriga a remoção de conteúdos criminosos independentemente de decisão judicial e determina o registro de dados sobre publicações removidas para eventuais processos.

A proposta também fortalece a atuação de plataformas no Brasil, exigindo que big techs mantenham representante e sede no país com poderes para responder pela empresa. Além disso, o pacote inclui regras mais rígidas para divulgação não autorizada de conteúdo íntimo, com remoção em até duas horas e preservação de provas, e proíbe imagens geradas por IA que representem nudez, os chamados deepfakes sexuais.

Contexto jurídico

Em junho de 2025, o STF definiu que provedores de aplicações de internet são responsáveis civilmente pelos danos de conteúdos de terceiros em casos de crime ou ato ilícito, sem prejuízo do dever de remoção. A decisão consolidou a responsabilização de plataformas após debates sobre limites entre liberdade de expressão e proteção de direitos.

Reações e desdobramentos

A pauta divide opiniões: setores progressistas veem proteção de direitos e combate a conteúdos prejudiciais, enquanto críticos dizem que o conjunto pode restringir conteúdos legítimos. A discussão envolve ainda a atuação de ministros em temas políticos, sob o escrutínio da legislação que regula a magistratura.

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