- Roberto Sánchez, candidato de esquerda, vai enfrentar Keiko Fujimori no segundo turno das eleições no Peru, marcado para sete de junho, após vencer Rafael López Aliaga por cento zero um ponto porcentual.
- O apoio de povos indígenas foi decisivo para Sánchez, que tem base na região andina de Cajamarca, em meio a uma disputa política fortemente polarizada.
- Fujimori tenta a quarta participação no segundo turno e é alvo de acusações de recebimento de dinheiro de grandes empresas, além de ter processo na Justiça.
- O Peru vive instabilidade política, com oito presidentes nos últimos dez anos, desde o impeachment de Pedro Castillo, e episódios de protestos e repressão.
- Economicamente, o país apresenta inflação baixa e PIB estável, mas aponta pobreza multidimensional em trinta por cento da população, chegando a setenta por cento nas zonas rurais.
À sombra do chapelão
Roberto Sánchez, ex-ministro do governo de Pedro Castillo, disputará o segundo turno presidencial no Peru contra Keiko Fujimori. A confirmação veio após o primeiro turno, encerrado com apuração apertada.
Sánchez, de esquerda, ampliou apoio entre indígenas das montanhas andinas. O resultado mostrou diferença mínima em relação ao adversário Rafael López Aliaga, da extrema direita, que contesta a vitória das urnas.
O segundo turno está marcado para 7 de junho, em meio a um cenário de alta instabilidade institucional. O Peru já teve oito presidentes nos últimos dez anos, há forte polarização entre as propostas.
Contexto político
Keiko Fujimori busca repetir a atuação do pai, Alberto Fujimori, condenado por corrupção e violações de direitos humanos. Ela enfrenta processo na Justiça por supostos recebimentos ilegais de dinheiro empresarial.
Sánchez participou do curto governo de Castillo, que venceu em 2021 com 50,1% dos votos no segundo turno. A gestão foi marcada por crise política e fragmentação internas, levando ao impeachment em 2023.
A campanha enfatiza divisões sobre economia, criminalidade e relação com o exterior. Sánchez defende taxação de grandes fortunas e estatização de recursos estratégicos; Fujimori prioriza segurança e atração de investimentos.
Propostas e cenários
A diferença de intenções de voto ainda é pequena, com sondagens estimando equilíbrio em cerca de 38% para cada candidato. Muitos eleitores permanecem indecisos, ou podem anular o voto.
A possível aliança conservadora enfrenta dúvidas por ligações de Fujimori com redes associadas a atividades ilícitas, segundo a DEA. Sánchez é alvo de ataques racistas e érotado por setores da mídia como representante da esquerda.
Diante de um cenário de protestos e questionamentos sobre legitimidade, analistas destacam a importância do voto indígena, que tem sido determinante em disputas recentes. O país observa atentamente a reta final da campanha.
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