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Ministro Ben Gvir humilha membros da flotilha detidos ao chegar a Israel

Ben Gvir exibe imagens de suposta humilhação de ativistas detidos ao chegar a Israel; ONG Adalah denuncia golpes e prisões ilegais

Un buque israelí a su llegada al puerto de Ashdod este miércoles.
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  • Decenas de integrantes da flotilha solidária com Gaza chegaram a território israelense após detenções ilegais em águas internacionais.
  • Vídeos divulgados mostram supostos maus-tratos por guardas penitenciários e militares; a ministra dos Transportes chamou os ativistas de simpatizantes do terrorismo e de estarem alcoolizados.
  • A organização Adalah denuncia abuso e cobra libertação imediata, além de assistência legal e proteção internacional aos presos.
  • As operações incluíram uso de fogo, canhões de água e manobras de risco; até agora, quarenta embarcações foram capturadas e quase cem ativistas seguiam a bordo.
  • Os arrestados foram divididos em dois grupos e levados para Ashdod; previsão é transferi-los à prisão de Ketziot, com visitas consulares previstas; o Supremo de Israel já rejeitou recurso e manteve expulsão de 35 ONGs.

O ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, mostrou imagens de détenção da flotilha humanitária ao chegar a Israel, após a interceptação de barcos em águas internacionais. A operação, realizada por forças israelenses, resultou na prisão de dezenas de ativistas. A chegada ocorreu nesta semana, em Ashdod, conforme relatos oficiais.

Concentradas em dois grupos, as buscas envolveram barcos da Coalizão da Flotilha pela Liberdade e da Flotilha Global Sumud, com aproximadamente 430 ativistas de todo o mundo. O objetivo público era romper o bloqueio imposto a Gaza pelo governo israelense.

Segundo a organização Adalah, vídeos divulgados por autoridades israelenses mostram guardas prisionais e policiais agredindo e humilhando ativistas. O vídeo divulgado pela ministra dos Transportes, Miri Regev, os descreve como simpatizantes de terrorismo, em tom contestado por organizações de direitos humanos.

Adalah afirma que a ação ocorreu após a interceptação de embarcações em alto-mar e o suposto sequestro de ativistas. A ONG afirma que começou a prestar assistência legal aos detidos e pediu a liberação incondicional, cobrando proteção internacional.

A ação militar também envolveu o uso de água pressurizada e manobras de alto risco para abordar os últimos barcos que ainda navegavam rumo a Gaza, com quase um centenar de ativistas a bordo. Informações oficiais indicam que 40 embarcações já haviam sido capturadas na véspera.

Os presos foram divididos em dois grupos e transferidos para dois navios da marinha, com destino ao porto de Ashdod. A partir de lá, devem seguir para a prisão de Ketziot, próxima à fronteira com o Egito, onde deverão iniciar procedimentos de visita e assistência consular.

Contexto legal e desdobramentos

O caso ocorre em meio a uma decisão do Tribunal Supremo de Israel rejeitando recurso que contestava a expulsão de 35 ONGs que atuam em Gaza e na Cisjordânia, segundo informações de agências de notícias. A operação de navegação durou semanas, com dezenas de barcos envolvidos no esforço de passagem.

Em Gaza, a ofensiva israelense já resultou em mais de 72 mil falecimentos de palestinos desde outubro de 2023, data do início do conflito registrado pela imprensa internacional. Estimativas oficiais apontam ainda milhares de feridos e desorientação humanitária na região.

A comunidade internacional tem sido objeto de cobrança por ações que garantam direitos básicos dos detidos e garantias de acesso consular. Organizações de direitos humanos pedem investigações independentes sobre o tratamento dos ativistas.

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