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EUA pressionam líderes palestinos a retirar candidatura à vice-presidência da ONU

EUA pressionam a liderança palestina a retirar candidatura à vice-presidência da Assembleia Geral da ONU, com aviso de consequências caso não cumpra

The Trump administration is seeking to pressure the Palestinian Authority to drop its bid amid fear it would allow Palestinians to chair high-profile debates on the Middle East.
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  • Os Estados Unidos instruíram a embaixada de Jerusalém a pressionar a liderança palestina para retirar a candidatura à vice-presidência da Assembleia Geral da ONU, com prazo até 22 de maio.
  • O objetivo é evitar que o vice-presidente da Assembleia possa presidir sessões de alto perfil sobre o Oriente Médio durante a GA81, em setembro, em Nova York.
  • A Palestina está concorrendo como uma das quatro delegações do grupo Ásia-Pacífico; a vice-presidência pode ser convocada para supervisionar sessões da Assembleia.
  • O cable cita que Riyad Mansour, representante palestino, retirou-se de candidatura à presidência da GA em fevereiro após pressão dos EUA; a vice-presidência é vista como maneira de influenciar.
  • As ameaças incluem revogar vistos de oficiais palestinos e outras medidas, se a Palestina não retirar a candidatura; também há pressão para não atrapalhar o recebimento de receitas fiscais retidas por Israel.

Foi revelado um cable do Departamento de Estado dos EUA, datado de 19 de maio, que orienta a embaixada de Jerusalém a pressionar a liderança palestina para retirar a candidatura a vice-presidência da Assembleia Geral da ONU. A meta é evitar que os palestinos presidam debates de alto impacto no Oriente Médio.

A instrução prevê uma démarche formal aos líderes da Autoridade Palestina e estabelece prazo até 22 de maio, sob pena de consequências. A embaixada já teria sido instruída a insistir na retirada do pleito pela delegação palestina.

A medida ocorre em meio a ações da administração Trump para frear avanços diplomáticos que possam reconhecer a solução de estado para os palestinos. A candidatura é para uma das 16 vice-presidências da ONU, cuja eleição acontece em 2 de junho.

O documento registra que o porta-voz palestino Riyad Mansour retirou a candidatura à presidência da Assembleia em fevereiro, após pressão norte-americana, movimento visto como sinal de compreensão da gravidade da situação.

Segundo o cable, a eleição de um vice-presidente favorável aos palestinos poderia permitir supervisão de sessões de alto nível ligadas ao Oriente Médio durante a agenda da PGA, prevista para setembro em Nova York.

A mensagem ressalva que a candidatura palestina questiona a postura dos EUA e pode minar o plano abrangente de reconstrução de Gaza defendido pela administração, que inclui um conselho de paz liderado pelos EUA.

A pasta de Estado também aponta que abusos de poder diplomático seriam avaliados caso haja continuidade da candidatura, com possíveis revisões de políticas de vistos para oficiais palestinos vinculados à missão na ONU.

Separadamente, o cable cita a discussão sobre o uso de receitas fiscais e alfandegárias retidas pela OLP, uma fonte de 60% da receita PA, bloqueadas desde a guerra de Gaza iniciada em outubro de 2023.

O montante retido tem sido alvo de controvérsias entre a administração israelense e a comunidade internacional, com o ICC buscando responsabilizar Bezalel Smotrich por ações no território. O Ministério das Relações Exteriores dos EUA não se pronunciou oficialmente.

Contexto e impactos

A diplomacia norte-americana reforça a necessidade de alinhamento do PA com interesses dos EUA, segundo o documento. A retirada da candidatura é apresentada como condição para evitar tensões entre as duas partes.

Segundo especialistas, a pressão pode reduzir a influência palestina em fóruns da ONU e afetar debates sobre o conflito no Médio Oriente durante a próxima sessão da Assembleia, prevista para ocorrer ao longo do ano.

A situação destaca o peso de decisões diplomáticas americanas sobre o envolvimento palestino em instâncias internacionais e o eixo de relações com Israel, que permanece crítico para Washington.

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