- Ashley Dalton, ex-ministra da saúde, afirmou que não deve ser retomado o projeto de eutanásia assistida, apesar de enfrentar câncer terminal.
- Dalton, 53 anos, está em tratamento contínuo para câncer de mama metastático e participou pela primeira vez de debate sobre o tema, apesar de sua oposição pessoal.
- O projeto, apresentado pela deputada do Labour Kim Leadbeater, buscaria legalizar a eutanásia para doençasTerminais com menos de seis meses de vida; já passou pela Câmara dos Comuns, mas encontrou entraves no Senado.
- Os apoiadores tentam, agora, usar o Ato do Parlamento para superar bloqueios do Senado e reinserir o texto na agenda parlamentar.
- Dalton disse temer que a reavivação do tema aumente a divisão dentro do Labour, ressaltando a necessidade de leis bem fundamentadas e com detalhes para evitar consequências indesejadas.
A ex-ministra da saúde, Ashley Dalton, que enfrenta câncer terminal, pediu aos MPs que não retomem o projeto de eutanásia assistida. Dalton, 53 anos, atua como deputada trabalhista pelo West Lancashire. O anúncio ocorre à medida que o Parlamento se prepara para um novo ciclo de projetos de membros privados.
Ela informou que está em tratamento contínuo para um câncer de mama metastático, com disseminação pelo corpo, e que utiliza quimioterapia intravenosa desde recentemente. Dalton afirmou que, embora pessoalmente seja contrária à prática, a legislação deve ser elaborada com cuidado para evitar consequências não desejadas.
O projeto, apresentado pela deputada Kim Leadbeater, visava legalizar a eutanásia para pessoas com doença terminal e expectativa de vida inferior a seis meses. A tentativa de retomá-lo depende de ações do Parlamento, incluindo a possibilidade de recorrer ao ato parlamentar para contornar bloqueios na Câmara dos Lordes, onde a discussão foi interrompida após centenas de emendas.
Contexto no parlamento
Dalton não se manifestou publicamente sobre o tema enquanto ocupava cargo ministerial. Em março, ela deixou o ministério para concentrar-se no tratamento do câncer, mantendo-se na linha de frente como deputada de sua região. A proposta levantou debates sobre a segurança, os critérios e os impactos sobre grupos vulneráveis.
Ela disse acreditar que o projeto apresentou falhas que poderiam ter sido corrigidas por meio de emendas rejeitadas, ressaltando que a qualidade da lei depende de detalhes e de evitar efeitos colaterais indesejados. Dalton também comentou o impacto político interno no Partido Trabalhista, ressaltando a divisão gerada pelo tema.
Perspectivas e desdobramentos
A expectativa é de que os defensores da eutanásia tentem reapresentar a proposta na nova rodada de projetos de membros privados. A frente parlamentar busca articular apoio para avanças, mas o consenso permanece complexo dentro do Parlamento. A situação envolve ainda o contexto político e a prerrogativa de atuar na agenda legislativa.
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