- A Ucrânia freou o avanço russo em 2026, com redução do ritmo de ofensiva, especialmente em Donetsk, enquanto mantém ataques de longo alcance.
- O uso de drones de médio e longo alcance se multiplicou, com mais de sete mil drones por mês de cada lado.
- O último grande ataque de longo alcance foi contra a região de Moscou, com três mortos; ataques russos também atingiram Kiev e Dnipropetrovsk, deixando dezenas de civis feridos.
- A Rússia tem deslocado centros logísticos para dentro de seu território, enquanto a Ucrânia depende de drones que operam com redes de satélite e quedas de comunicação.
- O governo ucraniano planeja uma reforma militar para desmobilizar soldados com mais de quatro anos de combate e ampliar a infantaria, buscando manter a capacidade de guerra diante de um conflito prolongado.
Ucrânia freou o avanço russo no front, mas não dispõe de recursos para mudar o curso da guerra de forma decisiva. Os dois lados continuaram com ataques de longo alcance após o bombardeio a Moscou no sábado.
Segundo Kiev, a mudança é visível: a guerra evolui desde 2026 e a capacidade de ataque sobre território russo aumentou. Analistas ressaltam, porém, que as Forças Armadas ucranianas ainda carecem de meios para uma virada estratégica.
Informes de maio apontam recuperação de território por parte da Ucrânia, com 116 km² liberados em abril, segundo o Institute for the Study of War (ISW). Em 2026, o ritmo russo desacelerou.
Drones de médio e longo alcance aparecem como fator-chave, segundo militares em Donetsk e Kharkiv. Ucrânia alcançou, em 2026, o mesmo nível de uso mensal de drones que a Rússia, com mais de 7 mil unidades por lado.
No fim de semana, um grande bombardeio ucraniano atingiu a região de Moscou, resultando em três mortes. Dois dias antes, um míssil russo deixou 24 civis mortos em Kiev.
A operação ucraniana mira centros de produção militar e infraestrutura energética do adversário. Em resposta, a Rússia concentrou ataques liderados pela província de Dnipro, provocando 26 feridos.
Drones russos também atingiram mercantes na região de Odessa, no Mar Negro. A produção de drones é elevada em Ucrânia: mira-se 7 milhões de unidades em 2026, segundo o governo.
Comando de drones do 3º Corpo afirma que, no fronte de Kharkiv, o poderio de médio alcance força a reorganização logística russa, deslocando centros para dentro da Rússia.
Dentro de Ucrânia, drones de curto alcance também são produzidos em maior escala, reduzindo movimentos de infantaria em áreas de combate a 15 km.
Para o alto escalão ucraniano, a dificuldade central é a escassez de tropas. O ministro da Defesa, Mijailo Fedorov, reconhece o desafio de manter efetivos para fases intensas de combate.
Analistas europeus destacam que o avanço russo em Donetsk é lento e dependia de apoio logístico. A expectativa é que a ofensiva de verão russa possa ser limitada pela nova capacidade de drones.
Drones e logística
Maksim, comandante de drones, afirma que o front de Kharkiv permite alcançar alvos em 100 km. Drones Rubaka e FP-2 expandem o alcance, com versões mais avançadas disparando múltiplos mísseis.
O uso de Starlink por parte da Rússia é citado como limitador de comunicação em território russo. No entanto, Kiev depende da indústria doméstica para suprir armamentos de médio alcance.
Defensores ucranianos relatam que a infanteria continua crucial para manter territórios, mesmo com o novo poder de fogo remoto. Um sargento das FTA enfatiza a necessidade de manter força de combate.
Especialistas destacam que a guerra pode exigir paciência: a adaptação russa a novas táticas é possível, como ocorreu com a introdução de Himars em 2023.
A reforma militar anunciada por Zelenski, com contratos de serviço definidas e salários elevados, busca ampliar a força de combate e facilitar a desmobilização de veteranos.
Especialistas enfatizam que o otimismo moderado persiste entre analistas: não há expectativa de libertação rápida de grandes áreas, mas sim pressão para impedir avanços russos significativos.
A perspectiva de 2026 segue dependente do equilíbrio entre sustento logístico, produção de drones e capacidade de manobra no terreno, com negociações de paz condicionadas pela continuidade do conflito.
Entre na conversa da comunidade