- AtlasIntel maio de 2026 mostra queda de Flávio Bolsonaro em cenários de voto: no 1º turno, 34,3% contra 47% de Lula; no segundo turno, vantagem de Lula passa a 7,1 pontos percentuais.
- Em maio, a performance de Flávio cai enquanto Lula se mantém estável, revertendo a aproximação observada entre fevereiro e abril.
- Quanto ao conhecimento do áudio vazado, 95,6% dos entrevistados souberam da divulgação e 65,2% disseram não se surpreender com as informações.
- Sobre consequências eleitorais, 45,1% acharam que a pré-candidatura enfraqueceu muito e 19% que enfraqueceu pouco; 15% não veem prejuízo e 13,4% afirma que saiu fortalecida.
- A percepção sobre envolvimento no esquema do Banco Master mudou: 43,3% associam o grupo Bolsonaro; 32,8% associam a Lula e ao PT.
A primeira pesquisa eleitoral divulgada após o vazamento do áudio do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro mostra o impacto nas intenções de voto do pré-candidato à Presidência em 2026. O levantamento foi divulgado pela AtlasIntel nesta terça-feira, 19 de maio de 2026. O estudo acompanhou a trajetória de Flávio desde o anúncio de sua pré-candidatura em dezembro de 2025.
Desde o início, Flávio mostrou evolução nas pesquisas da AtlasIntel, aproximando-se de Lula na corrida ao primeiro turno e, em cenários de segundo turno, chegou a superar o petista nas simulações, ainda que dentro da margem de erro. Entre fevereiro e abril, houve acomodação, com oscilações leves.
Com o áudio vazado, o desempenho de Flávio caiu em dois cenários estimulados. No primeiro turno, a queda foi de 5,4 pontos percentuais, de 39,7% para 34,3%, enquanto Lula ficou estável, em 46,6% avançando para 47%. No segundo turno, houve maior impacto: a vantagem de Flávio sobre Lula saiu de 0,3 ponto para uma desvantagem de 7,1 pontos.
A divulgação destacou que a diferença entre os cenários se deu após o anúncio da pré-candidatura. A queda de Flávio no indicador de segundo turno o aproximou do nível observado no início do ano, antes do lançamento oficial da pré-candidatura.
Os entrevistados que sabiam do áudio foram questionados sobre impactos eleitorais. Quase 96% disseram ter conhecimento da gravação, e 65,2% afirmaram que o conteúdo não surpreendeu. Sobre efeitos eleitorais, 45,1% consideraram que a candidatura enfraqueceu muito, 19% disseram que enfraqueceu pouco, 15% acreditam que não prejudica, e 13,4% apontaram fortalecimento.
Em relação à disposição de voto, 9,4% responderam estar muito menos propensos a votar em Flávio, e 3,6% menos propensos. Ainda assim, 21% afirmaram que não houve mudança na intenção de voto. A percepção sobre o papel de políticos no esquema do Banco Master também mudou: passou a associar mais o caso aos aliados da família Bolsonaro do que aos do grupo de Lula.
A coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro informou ter acionado o Tribunal Superior Eleitoral contra a AtlasIntel, alegando fraude na pesquisa. A defesa da equipe apontou que a formulação das perguntas e a associação entre Flávio, Vorcaro e o Banco Master induziriam respostas. A AtlasIntel, porém, afirmou que o áudio foi apresentado apenas ao final do questionário.
Segundo o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, o vídeo do áudio não influenciou as respostas, pois foi exibido após a conclusão do levantamento. A empresa afirmou que o objetivo era medir o impacto do áudio sobre a percepção dos eleitores, com base em segmentação demográfica.
Metodologia e dados destacam que a AtlasIntel realizou 5.032 entrevistas entre 13 e 18 de maio de 2026, com margem de erro de 1 ponto percentual e confiança de 95%. Outras duas pesquisas do mesmo instituto, de 28 de abril e 25 de março de 2026, seguiram o mesmo formato, com amostras de cerca de 5 mil pessoas cada e registro no TSE. As informações foram amplamente veiculadas pela imprensa, com details sobre o andamento da campanha e a relação entre áudio e intenções de voto.
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