Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal nesta terça

CCJ retoma discussão sobre admissibilidade da PEC que reduz maioridade penal de dezoito para dezesseis, com especialistas divergindo e previsão de comissão especial

Créditos: José Cruz / Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • A Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira, 19, o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, em análise de admissibilidade da PEC 32/15.
  • Se a admissibilidade for acolhida, o texto ainda precisa ser discutido por uma comissão especial.
  • Na audiência pública realizada no dia 13, o relator Coronel Assis afirmou que 90% dos brasileiros apoiam a redução e defendeu manter a imputabilidade aos 18 anos com exceção para crimes de extrema gravidade aos 16 e 17 anos.
  • A proposta mantém garantias para jovens, como cumprimento de penas em unidades separadas, procedimentos processuais específicos e proibição de penas cruéis.
  • Oposição, representada pelo advogado Ariel de Castro Alves, critica a medida, dizendo que é oportunista e inconstitucional, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente; dados do CNJ indicam cerca de 12 mil adolescentes em internação ou privação de liberdade, correspondente a menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária.

A CCJ da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira, 19, o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Parlamentares analisam a admissibilidade da PEC 32/15, que, se acolhida, ainda deverá passar por uma comissão especial para avançar no texto.

Na audiência pública realizada na última quarta-feira, 13, as posições ficaram divididas. O relator da PEC, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa que mostra apoio de cerca de 90% da população à redução, argumentando que há clamor social por mudanças e que a Constituição permite modificações nesse tema.

O parlamentar afirmou que, caso haja mudança, a regra geral de inimputabilidade aos 18 anos pode ser mantida, com exceções para crimes de extrema gravidade envolvendo jovens de 16 e 17 anos. A proposta também prevê garantias, como cumprimento de penas em unidades separadas e procedimentos processuais específicos.

Defensor da ideia, o advogado Ariel de Castro Alves, da OAB, avalia a PEC como oportunista e demagógica, com fins eleitorais. Ele sustenta que a proposta é inconstitucional por suprimir direitos fundamentais previstos no ECA, e não pelo Código Penal, o que pode abrir lacunas legais e reduzir direitos de adolescentes.

Dados do CNJ indicam que, no Brasil, cerca de 12 mil adolescentes estão sob internação ou privação de liberdade. Esse contingente representa menos de 1% dos mais de 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo o IBGE.

Pontos-chave da proposta

  • Adoção de exceção à regra dos 18 anos em crimes de extrema gravidade.
  • Manutenção de garantias processuais e de regras de cumprimento de pena.
  • Consulta a mudanças constitucionais sujeita à admissibilidade pela CCJ e, se aprovada, envio a comissão especial.

A discussão segue em curso na Câmara, com a expectativa de novas audiências e análises técnicas sobre impactos legais, sociais e administrativos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais