- Donald Trump enfrenta Thomas Massie na primária pelo quarto distrito de Kentucky, buscando manter controle firme do Partido Republicano no Congresso.
- A disputa é a mais cara da história das primárias ao Congresso, com about 32 milhões de dólares gastos em publicidade para favorecer os concorrentes.
- O candidato de Trump é Ed Gallrein, apoiado com cerca de sete milhões de dólares do círculo próximo ao presidente e com nove milhões do lobby pró-Israël (AIPAC), totalizando recursos próximos de 18,5 milhões de dólares para a campanha, contra 13,5 milhões de Massie.
- Massie, libertário e crítico da guerra na Irã, acusa o lobby pró-Israel de tentar influenciar as eleições e diz que o pleito será um referendo sobre política externa.
- A votação primária acontece nesta quinta-feira; Massie tem lidado com a pressão interna do partido, enquanto Trump tenta reforçar sua influência sobre a legenda.
Donald Trump intensifica a disputa interna no Partido Republicano ao apostar na vitória de seu candidato nas primárias de Kentucky, em meio a uma campanha que já é a mais cara da história do órgão para a Câmara. Massie, aliado da linha libertária, enfrenta o choque com o candidato de Trump no quarto distrito, em uma batalha que tem impacto nacional.
Massie, congressista de Kentucky, é conhecido por sua oposição à guerra com o Irã e por críticas ferrenhas ao establishment do partido. Ele votou contra a Lei Grande e Hermosa e defende manter gastos sob controle, posicionando-se como resistência interna a Trump entre os republicanos.
A luta ocorre enquanto Ed Gallrein, ex-membro da Navy SEAL, recebe apoio direto de Trump para concorrer no mesmo distrito. O objetivo é consolidar o controle de Trump sobre o partido na Câmara, após recentes vitórias que reduziram rivais próximos dentro da legenda. A campanha envolve dezenas de milhões de dólares em publicidade.
A soma do confronto
Gallrein recebe recursos estimados em 7 milhões de dólares do círculo próximo ao presidente, além de apoio de AIPAC, que financia com cerca de 9 milhões. No total, o candidato de Trump pode gastar cerca de 18,5 milhões, contra 13,5 milhões para Massie, com fontes de financiamento variando entre o quintal do distrito e grandes doadores nacionais.
Massie, por sua vez, destaca que a campanha custa caro por meio de doadores externos. Em entrevistas, ele afirma que a batalha é um referendo sobre política externa e sobre a influência de Israel nas decisões do Congresso, defendendo sua posição contrária ao endurecimento de ações militares.
Massie nasceu em Huntington, em 1963, é engenheiro formado pelo MIT e vive numa fazenda autossustentável no norte de Kentucky, movida por energia solar. Além de doutoramento técnico, ele é inventor com dezenas de patentes e administra uma trajetória marcada pela independência política dentro do partido.
Contexto e impactos
Trump tem trabalhado para moldar a Câmara como um corpo alinhado a sua liderança, promovendo candidaturas que reforcem esse eixo. A primária de Kentucky é vista como termômetro do equilíbrio entre lealdade ao presidente e autonomia de coligados. A disputa ocorre na véspera das eleições de meio mandato, com o desfecho potencial influenciando a composição política no plenário.
A cobertura destaca ainda o peso financeiro do embate, em que três grandes financiadores estrangeiros aplicam recursos para influenciar o resultado. Massie afirma que a pressão externa visa pressioná-lo, enquanto Gallrein reage como representante de uma linha de apoio direto a Trump na região.
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