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Ameaça de ação judicial por acordo UK-EUA sobre preços de remédios NHS

Ações legais ameaçam reverter mudança que permite ao ministro ignorar a avaliação do Nice no acordo de preços de fármacos com os EUA, elevando custos do NHS

Ministers said the deal with Donald Trump will mean more NHS patients get access to innovative medicines.
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  • Grupos de campanha disputam o acordo de preços de medicamentos entre Reino Unido e Estados Unidos, afirmando que mudanças na aprovação de tratamentos pelo NHS poderiam elevar custos.
  • A mudança permitiria ao ministro da Saúde sobrepor a avaliação do National Institute for Health and Care Excellence (Nice) sobre quanto o NHS deve pagar por certos remédios.
  • Global Justice Now e Just Treatment afirmam que a medida pode configurar uma “reivindicação de poder” ilegal e ameaçam ação judicial.
  • Advogados enviaram uma carta prévia de reclamação ao Departamento de Saúde e Assistência Social, caso o governo não revogue o instrumento legislativo que concede esse poder.
  • O governo sustenta que a independência do Nice é mantida, e que a nova abordagem visa ampliar o acesso a medicamentos inovadores, sem interferência política.

O governo britânico enfrenta ameaça de ação judicial por campanha anti‑preços de medicamentos relacionadas a um acordo com os EUA sobre o NHS. O embate envolve uma mudança que permite ao ministro da Saúde sobrepor a avaliação do Nice (Nacional de Inovação em Saúde) sobre o custo de tratamentos.

Global Justice Now e Just Treatment afirmam que o ajuste legislativo, em vigor desde o mês passado, pode levar o NHS a pagar valores maiores por fármacos. Eles dizem que isso representa um “cisma de poder” sem precedentes à independência de Nice.

Lawyers de Leigh Day enviaram à DHSC uma carta de seis páginas, em nome dos dois grupos, indicando possível judicial review para questionar a legalidade do ato secundário que concede aos ministros o poder de intervir no veredito de Nice.

A ação surge no contexto do acordo de preços com a administração de Donald Trump, anunciado no ano passado. As organizações destacam que a independência de Nice é amplamente reconhecida e essencial para decisões de custo‑benefício.

A frente parlamentar tem manifestado preocupação com a falta de transparência sobre a avaliação de impactos de longo prazo do acordo. MPs de várias bancadas cobraram respostas ao governo sobre custos e efeitos no NHS.

Ponto de mudança no tema: posição oficial e críticas

O Ministério da Saúde sustenta que a independência de Nice continua protegida. Diz que o órgão mantém orientação e recomendações livres de interferência política, equilibrando eficácia clínica com bom uso de recursos públicos.

Uma fonte da DHSC afirmou que Nice continua a decidir de forma independente se um medicamento é custo‑efetivo para o NHS, mesmo com a nova moldura legal. Alega que a mudança não reduz a autonomia do instituto.

A campanha jurídica ressalta que a medida pode permitir maior pressão para reduzir preços apenas quando houver acordos com o governo americano. Ainda não há data marcada para um eventual julgamento.

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