- A polícia impediu, pelo segundo ano seguido, a tradicional marcha em Haifa para lembrar a Nakba; a presença foi limitada a até 1.000 participantes e bandeiras palestinas foram proibidas, levando organizadores a cancelar o evento.
- Em vez da marcha, organizadores montaram um painel sobre a Nakba, transmitido por videoconferência, com artistas e historiadores.
- O passeio guiado, organizado pela Associação da Cultura Árabe, reúne palestinos de Haifa que buscam preservar memória e identidade diante de restrições e repressão.
- A Nakba é apresentada como contínua por muitos participantes, que veem o processo de deslocamento de 1947 a 1949 e as políticas subsequentes como um legado presente nas gerações atuais.
- O contexto histórico envolve nacionalização de casas de palestinos que permaneceram em Haifa após a 1948, além de temas como ensino da história palestina e tensões entre comunidades no país.
O grupo de palestinos com cidadania israelense manteve viva a memória da Nakba em Haifa, no norte de Israel, apesar da repressão governamental. A polícia impediu pela segunda vez a tradicional marcha aos restos de uma vila palestina destruída entre 1947 e 1949.
A visita guiada, organizada pela Associação de Cultura Árabe, reuniu cerca de 30 participantes, principalmente jovens. O objetivo era relembrar o deslocamento forçado de palestinos durante a criação de Israel.
Conforme o roteiro, o grupo visitou hamams, mansões e mesquitas que marcavam a vida até 1947, antes da escalada de violência que levou à expulsão de milhares de moradores. O guia descreveu a transformação de Haifa após 1948.
O contexto atual envolve pressão do governo de Benjamin Netanyahu e de setores de segurança nacional para limitar conregularações da Nakba. A polícia prendeu nove manifestantes na véspera da data.
A organização informou que, diante das restrições, a marcha tradicional foi cancelada pela segunda vez em quase três décadas, exceto durante a pandemia. Em vez disso, foi realizado um painel sobre a Nakba por videoconferência.
Para muitos participantes, a memória serve como uma forma de identidade e de resistência. Crianças e adultos acompanharam a visita, que buscou preservar histórias de comunidades deslocadas e de famílias que não voltaram aos seus lares.
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