- Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como El Cangrejo, é neto de Raúl Castro e atua como guarda-costas do ex-presidente.
- Ele participou de negociações entre Cuba e Estados Unidos desde o início do ano, incluindo encontros com assessores do secretário de Estado e participação em eventos da CARICOM.
- Especialistas dizem que o papel dele não é político formalmente; é visto como pessoa de confiança da família, sem capital político próprio.
- Há hipóteses de que El Cangrejo seja testa-ferro de Alejandro Castro Espín ou esteja sendo preparado para eventual sucessão na dinastia, conforme analisam alguns historiadores.
- A CIA divulgou encontros com autoridades cubanas para discutir mudanças econômicas e de segurança, aumentando o debate sobre quem realmente manda em Cuba, entre o poder formal e o informal.
Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como El Cangrejo, é o neto de Raúl Castro que acompanha o avô em atos públicos e negociações com os Estados Unidos. Sem cargo institucional, ele aparece sob a vigília de autoridades cubanas em momentos-chave das relações bilaterais.
Segundo relatos, o jovem de 41 anos atua como guarda-costas e figura de confiança da família, mas também tem sido visto como participante em encontros com autoridades norte-americanas desde o início do ano. Sua presença ganhou destaque em várias etapas das negociações entre Havana e Washington.
A narrativa aponta que El Cangrejo esteve presente em encontros com assessores do Secretário de Estado e participou de conversas associadas à possibilidade de diálogo com a administração Trump. Também já foi visto na cerimônia de homenagem a militares cubanos falecidos em operações envolvendo Nicolás Maduro.
Nas visitas oficiais à Havana, a presença do representante da CIA e de interlocutores americanos elevou o foco sobre quem comanda o país. A agência confirmou que El Cangrejo participou de reuniões que discutiram questões econômicas e de segurança, alimentando o debate sobre o papel real de figuras não formais no poder.
Analistas divergem sobre o peso político de El Cangrejo. Alguns veem nele um representante de uma dinastia familiar, sem cargo próprio, usado para fundamentar decisões do governo. Outros suspeitam que ele pode estar sendo preparado para um papel de liderança na transição cubana.
Especialistas apontam ainda que há um debate sobre o funcionamento do poder em Cuba, com núcleo formal representado por Díaz-Canel e Marrero, e um poder informal ligado a redes familiares e militares. A participação de El Cangrejo é, para alguns, sinal de uma estratégia de controle mais difundida.
O tema das negociações com os EUA permanece sensível, com avanços e recuos. Enquanto o governo cubano nega detalhes, autoridades americanas indicam disposição para mudanças estruturais que favoreçam um realinhamento econômico, ainda sem democratização.
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