- A Polícia Federal iniciou uma sequência de desdobramentos envolvendo figuras da direita e do centrão, partindo do que é descrito como círculo financeiro, com suposto favorecimento a senador Ciro Nogueira.
- O caso migrou para o círculo cinematográfico, onde há um áudio vazado de Flávio Bolsonaro cobrando milhões de Vorcaro para a cinebiografia do pai.
- Nesta sexta-feira, houve a terceira etapa da operação, com o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, alvo da investigação.
- Segundo as informações, houve movimentação financeira de Vorcaro para um fundo texano administrado pelo advogado do irmão de Flávio, no valor de R$ 61 milhões.
- A investigação também envolve críticas anteriores de Flávio Bolsonaro à ADPF das Favelas e aponta deslocamentos de crimes para residências de luxo na Barra da Tijuca e para ambientes em Miami, além de menção a venda de “bilhetes eleitorais” para estabilidade.
A Polícia Federal iniciou uma investigação que, em menos de uma semana, envolve membros da direita e do centrão em uma sequência de operações investigativas. O primeiro foco foi o chamado círculo financeiro, com indícios de favorecimento envolvendo o senador Ciro Nogueira e o empresário Daniel Vorcaro.
Segundo apurações, Vorcaro teria proporcionado vantagens a Nogueira, incluindo moradia, recursos mensais, viagens e serviços de alto padrão. A apuração aponta suspeitas de uso de recursos para benefício político e de influência, em troca de acordos setoriais.
A investigação avançou para o círculo cinematográfico, onde há relatos de tratativas para uma cinebiografia envolvendo o pai de Flávio Bolsonaro. Apurações mencionam pagamentos milionários associados a Vorcaro, sem detalhar valores consolidados. A PF manteve o sigilo sobre as circunstâncias.
Nesta sexta-feira, a operação mirou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A apuração vistoriou relações entre o condomínio da Barra da Tijuca, o bairro de Miami e um fundo texano, sob gestão de um advogado ligado à família Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, anteriormente crítico de acusações contra Ciro Nogueira, é citado nas investigações por relações com Vorcaro e fontes relacionadas à antiga gestão estadual. O material divulgado traz ligações entre aliados e fluxos financeiros estudados pela PF.
As apurações também apontam operações ligadas ao que seria a intermediação de recursos para campanhas, com indícios de transferência de valores para estruturas de apoio político. A PF investiga a natureza, a origem e o destino desses recursos, bem como a eventual participação de outras pessoas próximas aos investigados.
O desdobramento envolve ainda referências a movimentações financeiras transnacionais, incluindo registros de repasse a um fundo texano. A PF afirmou que o inquérito permanece em andamento, com novas diligências e devidas quebras de sigilo para esclarecer os fatos.
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