- No Reino Unido, Keir Starmer aparece como pouco popular: apenas 11% aprovam que ele tenha sido um bom ou ótimo premier, enquanto cerca de 60% veem como ruim ou péssimo.
- Na Europa, Merz (Alemanha) e Macron (França) também apresentam avaliações negativas, com aprovações de 19% e 18% respectivamente; 76% e 75% desaprovam.
- Outros líderes de nações grandes da região enfrentam rejeição semelhante, como Stocker (Áustria), Støre (Noruega) e De Wever (Bélgica), com aprovação menor que Trump em comparação internacional.
- Dados mostram um desafio estrutural: a participação da Europa no PIB global caiu de quase 33% para 23% entre 2005 e 2024, com economias como França, Reino Unido e Alemanha crescendo pouco.
- Dinamarca, sob Mette Frederiksen, é apontada como exceção em parte, com alta participação de energia renovável (80% da eletricidade) e expectativa de crescimento entre dois e três por cento neste ano.
Na Europa, líderes de grande peso enfrentam queda de popularidade ao mesmo tempo em que enfrentam desafios econômicos e de governança. Pesquisas recentes sugerem que a aprovação de figuras como Keir Starmer, Emmanuel Macron e Friedrich Merz está abaixo de 30% em diferentes cenários, com ampla desaprovação entre a população.
Os resultados ressaltam que o desgaste não se restringe a um único país: a tendência aparece em várias nações, inclusive na Alemanha, onde o chanceler Merz acumula baixos índices, e na França, sob Macron, que já enfrenta dificuldades para consolidar maioria no parlamento.
O panorama francês envolve o fim de uma década no poder de Macron, cuja popularidade acompanha déficits de maioria e críticas à condução de reformas. Com discurso que mistura crise econômica e políticas internas, o líder enfrenta ceticismo público maior que o observado no seu início de mandato.
Na Alemanha, Merz sofre com declarações consideradas controversas e promessas não atendidas, ampliando o desgaste de um governo que já lida com uma conjuntura econômica desafiadora. Em outras capitais, a insatisfação também se faz presente entre eleitores que exigem ações mais rápidas.
Analistas ressaltam fatores estruturais que vão além de gestos políticos pontuais. Segundo especialistas, a Europa encara transição energética, dependência de combustíveis fósseis e o avanço da China, o que complica a tarefa de manter popularidade em meio a pressões econômicas.
Olhando para o quadro macro, dados internacionais indicam queda na participação da Europa no PIB global em relação a anos anteriores. Enquanto a economia norte-americana deve crescer, várias potências europeias registram ganho tímido, com impactos diretos no cotidiano das famílias e na percepção de liderança.
Em meio a esse cenário, alguns casos se destacam pela estabilidade de liderança. A dinamarquesa Mette Frederiksen, por exemplo, mantém apoio suficiente para continuar no cargo após um pleito em que seu governo manteve linha firme em medidas de imigração e posicionamento em assuntos internacionais.
Expertos defendem que o desafio de curto e médio prazo é comunicar com clareza a necessidade de medidas impopulares. A crise econômica global, a transição energética e a competição internacional moldam a percepção pública sobre a capacidade de gestão dos governos na região.
Em síntese, o conjunto de indicadores aponta para uma temporada de turbulência política na Europa, com impactos diretos na legitimidade dos mandatários e na formulação de políticas públicas diante de um cenário econômico conturbado.
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