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PF afirma que Secretaria de Fazenda do RJ virou extensão da Refit com Castro

Polícia Federal aponta atuação da Secretaria de Fazenda do RJ como extensão da estrutura do Grupo Refit, com favorecimento e demissões em massa

Sede da Secretaria de Fazenda do Rio
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  • A Polícia Federal afirma que, na gestão de Cláudio Castro, a Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro funcionou como extensão da estrutura empresarial do Grupo Refit, com apoio de auditores-fiscais e do então secretário Juliano Pasqual.
  • Pasqual foi exonerado pelo governador interino Ricardo Couto no último dia 29; ele ocupava a pasta desde 2025.
  • Servidor da Secretaria, Carlos Araújo, é apontado como integrante do esquema; Álvaro Barcha Cardoso também é citado como membro com ligações com auditores, subsecretários e o próprio secretário.
  • A PF aponta possível influência da Refit em escolhas feitas por Castro, incluindo a nomeação de Pasqual e a troca do procurador-geral do estado; Leonardo Lobo teria se insurgido contra o esquema, e Renan Saad substituiu Bruno Dubeux em 2023.
  • Hoje houve mandados de busca e apreensão, incluindo os imóveis de Castro; Ricardo Magro, dono da Refit, tem mandado de prisão pela PF e está fora do Brasil; a Justiça bloqueou quarenta e dois bilhões de reais do grupo no âmbito da ADPF 635/RJ.

Ao todo, a Polícia Federal informou que, durante a gestão de Cláudio Castro (PL) na Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro, a pasta funcionou como uma extensão da estrutura empresarial do Grupo Refit. A denúncia embasa a operação realizada nesta manhã. A PF aponta facilitação de atos da empresa, com apoio de auditores-fiscais e do então secretário Juliano Pasqual.

Segundo o relatório da PF, as ações da Fazenda visaram ampliar a atuação da Refit, repelindo a atuação de concorrentes. A investigação envolve favorecimentos a empresas ligadas ao grupo e possíveis obstruções a terceiros no andamento de processos. Pasqual foi exonerado no dia 29 pelo governo interino que assumiu após a renúncia de Castro.

O ex-governador Cláudio Castro é alvo de mandado de busca e apreensão na residência, com celulares apreendidos. O deputado e ex-secretário Juliano Pasqual também figurar entre as pessoas com mandados. A PF apontou ainda que o grupo Refit contava com a participação de intermediários e pessoas ligadas à Fazenda para atuar em favor de negócios específicos.

Nomeações sob suspeita

A PF sustenta que houve influência da Refit em escolhas feitas por Castro. A representação ao STF cita possíveis influências na nomeação de Pasqual e na troca do procurador-geral do estado. Líderes anteriores à saída de Pasqual teriam resistido ao que chamam de esquema.

O antecessor de Pasqual na Fazenda, Leonardo Lobo, deixou o cargo em janeiro de 2025 por ordem de Castro. Circulam versões de que a saída estaria relacionada à Refit, segundo a PF. Em 2023, Castro substituiu Bruno Dubeux por Renan Saad, alvo de mandado na operação.

Outros alvos e contexto jurídico

A investigação envolve o procurador-geral Renan Saad, o desembargador Guaraci Viana e o ex-secretário Juliano Pasqual. Além de Castro e Magro, o empresário Ricardo Magro também é alvo de mandado de prisão em fraudes tributárias ligadas à Refit. Magro está atualmente fora do país.

A Justiça federal bloqueou R$ 52 bilhões do grupo, em mais uma etapa da ADPF 635/RJ, conhecida como ADPF das Favelas, que mira relações entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio. A ação envolve ainda a Interpol, com a difusão vermelha para Magro.

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