- A Polícia Federal informou que Cláudio Castro atuou diretamente para proteger e beneficiar o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, maior devedor contumaz do país, com dívidas de 26 bilhões de reais com a União e o estado.
- A operação Sem Refino, deflagrada hoje, apura participação de agentes públicos em um esquema de sonegação de impostos no setor de combustíveis.
- A PF aponta que Castro e Magro chegaram a realizar reuniões para tratar de estratégias e até sugerir legislações favoráveis ao empresário.
- O relatório da PF afirma que a Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro atuou como extensão da administração da Refit, concedendo benefícios a Magro e prejudicando concorrentes.
- Dos 26 bilhões de reais devidos, 9,4 bilhões referem-se a impostos estaduais que teriam deixado de ser cobrados por interesses privados, segundo a PF.
A Polícia Federal afirmou nesta sexta-feira (15) que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, atuou diretamente para proteger e beneficiar o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit e maior devedor contumaz do país. A acusação envolve dívidas tributárias de aproximadamente R$ 26 bilhões com a União e o estado e está ligada à Operação Sem Refino, deflagrada hoje para apurar sonegação de impostos no setor de combustíveis.
Segundo relatório da PF, Castro teria participado de reuniões com Magro para tratar da estratégia de não pagamento de impostos e da obtenção de vantagens para a refinaria. O documento aponta ainda que o ex-governador, sob suas diretrizes, orientou a máquina pública estadual a favorecer o conglomerado de Magro, com a participação de distintas áreas do governo.
A investigação indica que a Secretaria de Estado da Fazenda agiu como uma extensão da administração da Refit, concedendo benefícios e decisões favoráveis ao empresário e prejudicando concorrentes. Entre os números, a PF aponta que R$ 9,4 bilhões dos tributos devidos pela Refit teriam ficado sem cobrança no estado, por interesses privados ligados a Magro.
A autoridade policial destacou o que qualificou como amálgama entre crime organizado e agentes públicos influentes na política fluminense, citando o papel do Chefe do Poder Executivo na condução do esquema. A apuração envolve ainda a Procuradoria-Geral do Estado, a Polícia Civil e outros órgãos do Poder Executivo, segundo a PF.
Pontos-chave da investigação
- A PF detalha a participação de Castro na condução de medidas que beneficiaram a Refit e o empresário Ricardo Magro.
- A ação envolve a Fazenda, o Meio Ambiente, a PGE e a Polícia Civil, entre outros órgãos do governo estadual.
- O montante de impostos devidos pela Refit é estimado em torno de 26 bilhões de reais, com cerca de 9,4 bilhões sob suspeita de não cobrança por favorecimento.
As informações foram apresentadas pela Polícia Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a operação. O sigilo foi levantado no fim da manhã. Mais detalhes devem surgir conforme a investigação avança.
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