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Nacionalistas israelenses participam de protesto pelo Dia de Jerusalém

Marcha financiada pelo município e ministérios marca a anexação de Jerusalém, com confrontos entre extremistas judeus e residentes palestinos na Cidade Velha

Rightwing Israelis gather for the annual 'flag march' near the Damascus Gate in the Old City of Jerusalem.
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  • Manifestantes nacionais‑jundistas israelenses marcharam pelo quarteirão muçulmano da Velha Jerusalém, em junho, para marcar o aniversário da captura e anexação da cidade.
  • Em meio a cânticos como “Morte aos árabes” e “Gaza é um cemitério”, o ato foi financiado pela prefeitura de Jerusalém e por ministérios do governo; a marcha reuniu ônibus vindo de diferentes regiões de Israel e dos assentamentos na Cisjordânia.
  • O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben‑Gvir, abriu um enorme desfile ao desfazer uma bandeira israelense diante da mesquita al‑Aqsa, junto ao local mais sagrado do islamismo na cidade.
  • Palestinos na área permaneceram ausentes ou dentro de estabelecimentos fechados; houve confrontos entre alguns marchantes e moradores palestinos que ficaram no local, até a intervenção policial.
  • O grupo Standing Together organizou cerca de 400 voluntários para proteger os palestinos presentes, enquanto Ben‑Gvir usou as redes sociais para declarar que a “libertação de Jerusalém” ocorreu há 59 anos e que “assumimos a governança do Monte do Templo”.

O marchar na capital israelense para marcar a anexação de Jerusalém Oriental mobilizou manifestantes nacionalistas em uma passagem pelo bairro muçulmano da Cidade Velha. O evento ocorreu na quinta-feira, no aniversário da captura de a cidade e hoje inclui uma demonstração de apoio ao governo.

O cortejo, promovido pelo estado, percorreu a região da área muçulmana da Cidade Velha, com bandeiras israelenses erguidas e cânticos hostis. O objetivo declarado é afirmar o controle judaico sobre a área, com protestos que derrubaram limites históricos nesses espaços.

Participantes de todo o país, inclusos moradores de assentamentos na Cisjordânia, foram transportados em ônibus para a marcha, financiada pela prefeitura de Jerusalém e por ministérios do governo. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, participou ativamente, incluindo o hasteamento de uma bandeira israelense em frente à mesquita de al‑Aqsa.

A tensão se intensificou após a deixada pacífica do corredor principal; confrontos entre manifestantes apoiados pelo governo e membros do grupo Standing Together, que protege moradores palestinos, levaram a confrontos com empilhamento de cadeiras entre os lados. A organização contou com cerca de 400 voluntários com coletes violeta.

Entre os participantes, houve presença de jovens que defenderam a ideia de que Jerusalém pertence ao Estado de Israel e que moradores palestinos deveriam sair da região. O debate entre participantes ultranacionalistas e defensores de moradores locais marcou grande parte do período de aproximação.

Dentro do conjunto de al-Aqsa, Ben-Gvir conduziu uma celebração com apoio de seguidores, na qual foi reforçada a ideia de que o controle do ponto sagrado é parte de uma reivindicação histórica. O político já lidera ações para alterar o status quo de longas data no local.

Na pauta de ações, o ministro de Finanças Bezalel Smotrich também integrou a marcha, ampliando a curva de apoio governamental ao evento. A mobilização foi concebida para coincidir com o aniversário da captura de Jerusalém Oriental em 1967.

À noite, Ben-Gvir publicou em uma rede social que o evento marcou a retomada da governança do Monte do Templo, reforçando que o objetivo é manter a presença israelense no local. As informações destacam o contexto de tensões contínuas em Jerusalém.

A cobertura indicou ainda que, apesar da presença de uma parcela de judeus religiosos que se posicionou contrária à violência, parte das ações buscou demonstrar força institucional do governo. O monitoramento de conflitos seguiu sob atuação policial na região.

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