- Fábio Porchat, de 42 anos, pode ser declarado persona non grata pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) via projeto apresentado pelo deputado Rodrigo Amorim.
- A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou o texto na quarta-feira, em votação de quatro a dois, com uma abstenção, e o caso segue para votação em plenário.
- O projeto aponta motivos ligados a esquetes com temas religiosos e a um vídeo no qual Porchat simula uma ligação para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro com xingamentos.
- Na votação da CCJ, votaram a favor Alexandre Knoploch, Sarah Poncio, Fred Pacheco e Marcelo Dino; foram contrários Carlos Minc e Luiz Paulo; Amorim se absteve.
- A proposta tem caráter simbólico e não prevê multas, prisão ou impedimento de circulação; para avançar, é preciso que pelo menos trinta e seis deputados estejam presentes e que a maioria vote a favor.
Fábio Porchat, de 42 anos, foi alvo de um projeto de lei que pode declararlo persona non grata no estado do Rio de Janeiro. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quarta-feira e segue para votação no plenário.
Em vídeo publicado nas redes, o humorista comentou o assunto de forma irônica, dizendo que nunca imaginou chegar a esse ponto. Ele mencionou a ideia de ser considerado persona non grata pela Alerj e expressou orgulho ao brincar com a situação.
Porchat agradeceu aos parlamentares que votaram a favor, em tom sarcástico. A legenda e as falas do vídeo incluem referências à família Poncio, levantando ironias sobre a pauta sugerida pelos deputados. O comediante citou, ainda, apoios recebidos ao longo de sua carreira.
A proposta foi apresentada pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), que também é presidente da CCJ. O texto foi aprovado por 4 votos a 2, com uma abstenção, na sessão da CCJ ocorrida na véspera da votação plenária.
Votaram a favor Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Foram contrários Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD). Amorim não votou, mantendo-se em abstinência conforme o registro.
O projeto aponta que Porchat teria desrespeitado temas religiosos em esquetes e feito um vídeo simulando ligação para a equipe do ex-presidente Jair Bolsonaro com controvérs de insultos. A justificativa sustenta que a medida busca sinalizar posicionamento institucional da casa.
Para avançar, o texto precisa de ao menos 36 deputados presentes na sessão do plenário e de aprovação por maioria simples. O caráter da persona non grata é simbólico, sem aplicação de multas, prisões ou restrições de circulação no estado.
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