- Chanceleres do Brics, incluindo Rússia e Irã, se reúnem em Índia nesta quinta-feira 14, com foco no Oriente Médio e no petróleo.
- Participam Sergei Lavrov e Abbas Araghchi; o ministro brasileiro Mauro Vieira também integra a delegação.
- O chanceler indiano, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou que o momento é de grande fluxo nas relações internacionais e que o Brics pode ter papel construtivo.
- Conflitos no Golfo e o bloqueio do Estreito de Ormuz geram volatilidade nos mercados de petróleo e gás, pressionando economias importadoras como a Índia.
- O Brics, criado em 2009, já se abriu para Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, mas as divergências entre membros podem dificultar uma declaração conjunta.
Os chanceleres do Brics se reuniram nesta quinta-feira (14) na Índia, com foco no conflito no Oriente Médio e na volatilidade do mercado de petróleo. O encontro ocorreu em um momento de tensões globais e mudanças na composição do bloco, que já inclui Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Entre os participantes estavam Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, Abbas Araghchi, chanceler do Irã, e Mauro Vieira, chefe da diplomacia brasileira. O encontro contou com a presença de outros ministros de relações exteriores dos países do Brics ampliado.
O chanceler indiano Subrahmanyam Jaishankar abriu as negociações, destacando o fluxo de desafios nas relações internacionais. Ele mencionou que os Brics podem desempenhar papel construtivo e estabilizador nos cenários econômico e diplomático, segundo seus comentários no início das sessões fechadas.
Contexto regional e econômico
As discussões abordaram as perturbações nas rotas marítimas do Golfo, provocadas por bloqueios no Estreito de Ormuz. Tais restrições aumentam a volatilidade dos preços de petróleo e gás e afetam especialmente economias dependentes de importações de energia.
A Índia, maior interessada na estabilidade regional, depende do Estreito para quase metade do seu petróleo bruto e de fertilizantes importados. A situação é acompanhada de perto por outros membros dos Brics, que buscam reduzir vulnerabilidades energéticas.
A reunião ocorre em meio a divergências entre membros do bloco sobre a guerra no Oriente Médio e críticas às potências ocidentais. Essas diferenças podem resultar em uma declaração conjunta ausente, conforme a leitura de especialistas.
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