- Angela Rayner foi liberada pela HMRC de conduta deliberadamente incorreta ou negligência em questões fiscais; não houve evasão fiscal comprovada.
- Ela quitou £40.000 de stamp duty não pago, após ter pago inicialmente a alíquota menor, sem pagamento de penalidade.
- A decisão encerra uma investigação que pairou sobre a ex-vice primeiro-ministra desde a sua saída do gabinete e pode abrir caminho para retorno à política de primeira linha.
- Rayner afirmou ter sido “machucada” pelo episódio e que não estava buscando benefício próprio, destacando que quer contribuir para mudanças, se houver necessidade.
- O ex-secretário de saúde Wes Streeting prepara um desafio à liderança; Rayner é citada como possível concorrente de esquerda, mas não confirmou apoio definitivo ou candidatura.
Angela Rayner foi considerada pela HMRC sem prática deliberada de irregularidades ou negligência grave em seus assuntos fiscais, conforme apuração exclusiva. A deputada foi responsável por um pagamento de 40 mil libras referente a imposto sobre selo não pago, após ter pago inicialmente a alíquota menor; não houve cobrança de penalidade e a autoridade fiscal concluiu que não houve evasão fiscal.
A resolução do caso pode abrir caminho para um retorno à política de linha de frente, segundo apuração. Rayner deixou o cargo no governo no ano anterior em meio a tensões envolvendo o imposto sobre selo e afirma estar pronta para contribuir novamente, caso haja contenda interna no Partido Trabalhista.
Em entrevista, Rayner afirmou ter ficado abalada pela experiência e pela invasão na vida privada de seu filho com deficiência. A deputada também reconheceu a necessidade de mudança dentro do partido após os resultados eleitorais desfavoráveis, sem indicar apoio a uma candidatura específica.
Situação fiscal esclarecida
A apuração da HMRC tratou da tributação sobre uma propriedade em Hove, adquirida quando o filho da deputada reorganizou ativos da família. A análise apontou que não houve evasão fiscal, apenas interpretações complexas de leis de stamp duty que levaram ao ajuste do valor devido.
A deputada informou ter consultado dois juristas tributários com opiniões distintas sobre a possibilidade de contestação, mas aceitou o acórdão da HMRC e regularizou o pagamento devido. O episódio trouxe desgaste político e foi relacionado à percepção de desvantagem para a imagem pública.
Possível candidatura e cenário interno
O contexto político interno do Partido Trabalhista vive momento de acirramento, com lideranças estudando caminhos para a condução do partido após a derrota eleitoral. Wes Streeting sinalizou intenção de liderar uma eventual contenda, caso consiga o apoio de MPs suficientes. Ed Miliband e Rayner aparecem como possibilidades entre os correligionários, enquanto Andy Burnham enfrenta restrições para concorrer de fora do parlamento.
Rayner indicou disposição para participar de uma eventual disputa, sem confirmar apoio a um rival específico da esquerda do partido. A deputada destacou que poderá cumprir papel necessário para promover mudanças, enfatizando que não busca benefício pessoal, mas a defesa de políticas que ajudem eleitores em dificuldades.
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