- Flávio Bolsonaro negava relacionamento com o Banco Master, mas admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro para patrocinar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando o aporte de patrocínio privado.
- De acordo com o Intercept, Vorcaro repassou cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção “Dark Horses” por meio de um fundo nos Estados Unidos; os diálogos entre Flávio e Vorcaro ocorreram entre setembro e novembro de 2025.
- Um dia antes da operação da Polícia Federal que prendeu o banqueiro, Flávio enviou mensagem dizendo que estaria “contigo sempre”.
- O senador sustenta que há ligações entre o Master e o PT, citando um encontro intermediado por Guido Mantega em 2024; Lula disse que houve reunião apenas para tratar de questões técnicas, sem interferência política.
- O caso ganhou o rótulo “Bolsomaster” pelo PT, que também mencionou o contrato de R$ cinco milhões entre o Master e o escritório de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF; Lewandowski confirmou os serviços prestados ao Master.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, antes das novas mensagens virarem o foco, que não tinha relação com irregularidades envolvendo o Banco Master. A declaração ocorreu em meio a desdobramentos sobre o caso e a defesa de uma Comissão Parlamentar Mendente de Inquérito (CPMI) no Congresso.
Segundo investigações e reportagens recentes, surgiram mensagens e um áudio que indicam que Flávio teria pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O repasse, registrado entre fevereiro e maio de 2025, ocorreu por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro. A produção, intitulada Dark Horses, ainda não foi lançada.
Flávio reconheceu ter solicitado o patrocínio privado para o projeto, negando, porém, qualquer vantagem recebida. O senador atribuiu as ligações ao que chamou de narrativas políticas que tentam associar o seu nome ao escândalo do Master, e acusou aliados de Lula de terem relações espúrias com o banco.
O conteúdo divulgado também envolve a defesa de que o caso teria conexões políticas. Em eventos de pré-campanha, Flávio chegou a vestir uma camiseta com a mensagem sobre o acesso aos recursos, numa cena que alimentou a narrativa de vincular o Master ao governo atual. Ainda conforme as investigações, houve discussões sobre uma possível CPI no Congresso para apurar o tema.
Sobre as etapas processuais, as reportagens indicam que houve uma reunião em 2024 no Palácio do Planalto envolvendo Vorcaro, solicitada por figuras próximas ao governo. O presidente Lula confirmou a reunião, ressaltando que o tema foi tratado de forma técnica, sem interferência política. O conteúdo não aponta decisões políticas diretas.
No âmbito de contratos, Flávio citou um acordo de aproximadamente 5 milhões de reais entre o Master e o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF. A assessoria de Lewandowski confirmou prestação de serviços ao Master até a sua saída do STF, em 2023, e informou que o advogado cessou atuação em casos relacionados ao banco após assumir novo cargo governamental.
A reação do PT atribui ao chamado esquema Bolsomaster a relação entre o banco e o governo de Bolsonaro. O partido usou recurso audiovisual em congresso para sugerir vínculos entre irregularidades do Master e o governo atual, citando doações associadas a Vorcaro. Flávio rebateu as acusações, mantendo que o PT busca criar uma ligação indevida entre ele e o caso.
Entre as declarações públicas recentes, Flávio também defendeu a condução de investigações com rigor e transparência, reiterando a necessidade de apuração sobre como o Banco Master cresceu, quem se beneficiou e quais ligações com o PT. Em paralelo, o senador elogiou o STF pela autorização de ações contra outros alvos ligados ao caso, em referência a operações envolvendo o Centrão.
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