- O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), publicou vídeo negando ter recebido propina no caso Master e anunciou a reapresentação da chamada “emenda Master” ao Congresso.
- A Polícia Federal cumpriu busca e apreensão na sua residência na última quinta-feira, em operação relacionada ao caso.
- Investigações apontam que ele teria recebido cerca de R$ 18 milhões em propina para defender interesses do Master; Nogueira afirma que isso é invenção e que não houve depósitos relevantes por meio de empresas.
- O senador pediu auditoria independente e disse que o Judiciário deve julgar com isenção, sugerindo que as acusações podem ter relação com o ano eleitoral.
- A emenda Master, apresentada em agosto de 2024, ampliaria o Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, beneficiando o Banco Master; Nogueira afirma que o texto não foi redigido pela própria assessoria do banco e que vai reapresentá-lo, mencionando mudança na defesa com o advogado Conrado Gontijo.
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), divulgou na manhã de hoje um vídeo em que nega envolvimento no caso Master e informa que reapresentará a chamada emenda Master ao Congresso. A divulgação ocorre após a prisão? não; na última quinta-feira houve busca e apreensão em operação da Polícia Federal.
Nogueira afirma que nunca recebeu valores ilícitos ou cometeu irregularidades relacionadas a esse caso ou a qualquer outro. Investigações apontam que ele teria recebido cerca de 18 milhões de reais em propina para defender interesses do Master, entre outros benefícios. O vídeo foi publicado no Instagram do senador.
O senador sustenta que as acusações sobre recebimento de propina por meio de empresas são invenção. Ele citou que a empresa da família fatura cerca de 400 milhões de reais por ano e que o suposto depósito de 3 milhões não passa de prática comum em empresas desse porte, com notas fiscais e contabilidade formal. Ele também pediu auditoria e pediu um julgamento isento pelo Judiciário.
Emenda Master e reapresentação no Senado
Ciro Nogueira abriu a possibilidade de reapresentar a emenda que ficou conhecida como Master, apresentada em agosto de 2024. O texto visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de 250 mil reais para 1 milhão de reais, beneficiando diretamente o Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. A proposta, porém, não foi apreciada pela Câmara.
O senador negou ter repassado íntegra de texto redigido pela assessoria do próprio banco, como indicam investigações. Em sua visão, houve distorção sobre a forma de publicação da emenda. Ele declarou ainda que não existe mais o Banco Master e questionou por que grandes bancos não ampliariam a proteção aos correntistas.
Nogueira afirmou que o problema do sistema financeiro não seria o FGC, mas a fiscalização, atribuída ao Banco Central. O atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, foi citado como indicação do governo atual. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou o antecessor Roberto Campos Neto, também foi mencionado pelo senador.
Advogados de defesa anunciaram, recentemente, a saída da equipe que atuava no caso Master. Em comum acordo, a defesa anterior foi substituída pelo criminalista Conrado Gontijo.
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