- MPs relembram que a NHS England autorizou a Palantir o acesso a dados identificáveis de pacientes no projeto de plataforma federada de dados, permitindo acesso não pseudonimizado a equipes externas.
- Relatos divulgados pelo Financial Times indicam houve um briefing interno direcionando “acesso ilimitado a não funcionários da NHS” a parte da FDP, que contém informações identificáveis.
- A Palantir recebeu um contrato de cerca de £ 330 milhões para ajudar a construir a FDP e integrar dados de saúde com uso de IA, sob críticas de segurança de dados.
- Grupos de pacientes e alguns MPs solicitam transparência e limites claros ao acesso, dizendo que pacientes não foram consultados sobre mudanças significativas.
- A NHS England afirma que quem tem acesso externo precisa de autorização de segurança governamental e que políticas rigorosas de controle são aplicadas; a empresa alega ser processadora de dados e não controladora, seguindo instruções do cliente.
NHS England autorizou o acesso de Palantir, empresa de tecnologia dos EUA, a dados identificáveis de pacientes, segundo reportagens. A decisão faz parte de um projeto para construir uma plataforma federada de dados de saúde com uso de IA. A medida ocorreu nas últimas semanas, solicitando acesso de equipes externas.
O jornal Financial Times aponta que houve um briefing interno indicando acesso ilimitado a dados por funcionários não ligados ao NHS, antes da pseudonimização. A iniciativa integra o fornecimento de dados ao projeto FDP, que visa integrar diferentes conjuntos de dados de saúde.
Palantir recebeu um contrato de cerca de 330 milhões de libras para colaborar nessa plataforma, com foco em melhorar a eficiência dos tratamentos por meio de IA. Críticos destacam preocupações sobre segurança de prontuários e privacidade.
Reações e preocupações
Funcionários da saúde, grupos de defesa do consumidor e MPs expressaram cautela sobre o grau de acesso a dados sensíveis. A Patients Association afirmou que pacientes não foram consultados sobre a ampliação do acesso, cobrando transparência e limites claros.
Rachael Maskell, ex-funcionária do NHS e deputada, pediu a suspensão do projeto até haver garantias de proteção de dados. Ela argumenta que o envolvimento de privados amplia o interesse privado sobre os dados de pacientes.
Palantir se posicionou dizendo que atua como processador de dados, não como controlador, e que as regras da NHS mantêm controle rigoroso sobre o acesso. A empresa alegou que não é permitido usar as informações fora das instruções dadas pelo cliente.
Membros do Parlamento também reagiram de forma crítica. Uma deputada associada ao comitê tecnológico afirmou que a postura atual demonstra falta de segurança desde o design do projeto, o que preocupa a privacidade pública.
A NHS England confirmou que o acesso externo a dados só é autorizado mediante aprovação de segurança e escala de governo, com supervisão de dirigentes de alto nível. A instituição destacou que centenas de conjuntos de dados exigem permissões específicas para cada caso.
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