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A crise de combustível testa os limites da ASEAN

Na cúpula de Cebu, ASEAN não fecha resposta coordenada à crise de combustível; APSA avança, mas pairam dúvidas sobre custos e estoque

From left to right, Singaporean Prime Minister Lawrence Wong, Bruneian Prime Minister Hassanal Bolkiah, Indonesian Prime Minister Prabowo Subianto, Cambodian Prime Minister Hun Manet, and Lao Prime Minister Sonexay Siphandone during a family photo session at the official opening ceremony of the 48th ASEAN summit, seen in Cebu, Philippines, on May 8.
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  • Na cúpula da ASEAN em Cebu, Filipinas, o tema dominante foi a crise de combustível e a ausência de resposta coordenada do bloco.
  • A prioridade de curto prazo é a ratificação do Acordo de Segurança Petrolífera da ASEAN (APSA), com dúvidas sobre prazo, custos, localização do estoque e divisão em crises.
  • Há planos de longo prazo, como a implementação da rede elétrica regional (grid) e maior integração econômica, mas com progresso considerado gradual e enfrentando entraves regulatórios.
  • Em relação a Myanmar, há sinal de flexibilização: haverá reunião virtual entre ministros das Relações Exteriores, marcando tentativa de retomar o diálogo com o regime, ainda que sob limitações políticas.
  • Em energy e disputa no Mar do Sudeste da China, a ASEAN busca avanço de um código de conduta com a China, além de criar um centro marítimo para monitorar a região, com a Filipinas pretendendo sediar o centro.

The ASEAN reunião de cúpula em Cebu, Filipinas, teve como tema principal a crise de combustível, com propostas de ações coordenadas ainda incertas. O encontro ocorreu no fim de semana e reuniu líderes dos 10 países membros, diante de cortes de energia que atingem a região.

Marcos Jr., anfitrião e presidente das Filipinas, reconheceu a vulnerabilidade econômica diante da mudança abrupta no cenário internacional e destacou a necessidade de ação coletiva. Mesmo assim, ressaltou que grande parte dos acordos de abastecimento tem sido bilateral.

A proposta central é ratificar o Acordo de Segurança de Petróleo da ASEAN (APSA), criado em 1986, que prevê apoio entre membros e a criação de um stock de emergência. Ainda faltam detalhes sobre custos, localização do estoque e mecanismos de repartição.

A implementação do APSA não tem prazo claro. Marcos afirmou que o acordo deve sair em breve, mas não apresentou um cronograma definido e respondeu com firmeza a perguntas de velocidade de tramitação.

Entre temas de médio prazo, a ASEAN também discutiu a criação de uma rede elétrica regional para interligar as redes nacionais, com potencial para flexibilizar preços e favorecer países com maior dependência de diferentes fontes de energia.

Ainda sobre energia, a ala de comércio avaliou ampliar a integração econômica interna para elevar o fluxo de comércio entre os países, apesar de o intra-ASEAN representar menos de 25% do total comercial, mantendo histórico próximo de duas décadas.

Myanmar e área de influência

O recuo na suspensão total de Myanmar foi destacado: ministros das Relações Exteriores da ASEAN devem se reunir virtualmente com o ministro da junta de Naypyidaw. A mudança sinaliza aproximação com a estratégia de manter pressão, sem reconhecer o governo de fato.

Motivos citados para a mudança incluem desgaste com a paralisação prolongada do diálogo, a pressão de potências vizinhas e a necessidade de avançar em questões humanitárias. A relação com a China também preocupa, com receios de maior influência regional.

Paralelamente, as negociações de paz no território entre Camboja e Tailândia, ocorridas à margem da cúpula, não trouxeram avanços decisivos. As comissões de fronteira permanecem sem acordo, e um novo acordo de ível de verificação foi apenas estendido temporariamente.

Disputa no Mar da China e centro marítimo

Um avanço relatado foi a criação de um centro marítimo para monitorar o Mar do Sul da China, com a Philippinas buscando ser anfitriã. O objetivo é aprimorar a segurança regional frente a táticas e disputas de jurisdição.

Também houve expectativa de concluir um código de conduta com a China ainda neste ano, embora analistas divergentes avaliem a possibilidade de um acordo mínimo para reduzir incidentes diários, sem frear disputas militares. A discussão inclui, ainda, como o código pode influenciar cooperação econômica regional.

Malaysia: pig farming sob escrutínio político

Malásia enfrentou contenda política em torno da criação de fazendas de suínos em Selangor. O sultão do estado pediu a interrupção completa da atividade citando poluição; o primeiro-ministro Anwar Ibrahim apoiou uma linha mais branda, defendendo regulamentações rigorosas e afastamento de áreas residenciais, sem proibição total.

Essa tensão envolve também fatores étnico-religiosos, já que a produção de carne suína é mais presente entre chineses-maleses, que não costumam consumir carne de porco entre muçulmanos. A oposição interna dentro da coalizão nacional pressiona por proteger interesses de minorias.

Entretanto, líderes do Partido Democrático de Ação, parte da coalizão governista, criticam a proposta de banimento e defendem judicialização do tema para assegurar direitos constitucionais dos produtores.

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