- A comissária europeia Marta Kos afirma que a ampliação da União Europeia é uma estratégia de segurança contra a Rússia, destacando avanços de Montenegro, Albânia, Moldávia e Ucrânia, com a Ucrânia recebendo tratamento de adesão gradual.
- Ela diz que não é realista esperar a adesão da Ucrânia em 2027, e que o processo depende de cumprir reformas e de novas salvaguardas para evitar desrespeito às regras.
- A expansão é apresentada como prioridade geopolítica e ferramenta para garantir paz, liberdade e segurança na Europa, frente a pressões de autocracias e a uma guerra híbrida.
- Montenegro é o país mais adiantado, com conclusão de negociações em meses e possível ingresso em 2028; Albânia e Moldávia também podem entrar antes de 2030, conforme reformas, e Ucrânia busca fórmulas para adesão mais rápida.
- A comissária indica que a UE precisa revisar o modelo de adesão para funcionar com mais de trinta países, discutindo reformas internas, governança e salvaguardas para evitar impactos de regimes autoritários.
Marta Kos, comissária europeia responsável pela ampliação da UE, afirma que a expansão é uma estratégia de segurança contra a Rússia. Em Madrid, durante a celebração dos 40 anos da entrada da Espanha na UE, Kos destacou o papel geopolítico da adesão de novos membros.
Para a comissária, a integração contínua de Montenegro, Albânia, Moldávia e Ucrânia é prioritária e estratégica. Ela considera realista o avanço gradual de Ucrânia, mas admite que a adesão plena em 2027 não é compatível com o atual ritmo de reformas do país.
Kos enfatiza que a ampliação não é apenas um cálculo econômico, mas uma resposta a desafios de segurança na região. O objetivo é fortalecer a UE frente a pressões de ditaduras e da guerra híbrida, mantendo o bloco unido e resistente a influências externas.
Contexto geopolítico
A comissária aponta que a UE vive hoje um cenário de ameaças múltiplas, com adversários que desejam ver a integração fracassar. A guerra na Ucrânia eleva a relevância da adesão como ferramenta de paz, liberdade e segurança para a região.
Ela afirma que a estratégia de ampliação pode exigir salvaguardas rápidas para evitar violações de regras por futuros membros. No debate interno, há discussões sobre reformas nas regras de adesão e sobre fortalecer o funcionamento da UE com mais Estados.
Perspectivas e reformas internas
Kos cita a necessidade de adaptar a metodologia de adesão aos tempos atuais, mantendo foco em mérito. Montenegro é apontado como avanço próximo, com previsão de conclusão das negociações em breve e possível ingresso em 2028.
A comissária comenta que a adesão de Ucrânia depende de cumprir reformas estruturais, além de um acordo político para sustentar a transição durante o conflito. Ela ressalta ainda que a UE trabalha para que o país tenha futuro seguro dentro da União.
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