- PT usa operação contra Ciro Nogueira para reforçar o rótulo “BolsoMaster” e defender a abertura de CPMI e CPI.
- Paulo Pimenta disse que a nova fase da Operação Compliance Zero expõe a proximidade entre o governo Bolsonaro e o esquema ligado ao Master, citando órgãos como Banco Central, Fazenda, Casa Civil, Previdência, INSS e o gabinete da Presidência.
- A oposição reage com o rótulo “LulaMaster”, destacando a relação entre Lula e Daniel Vorcaro, com participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e menções ao governo da Bahia e ao CredCesta.
- Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, tem trajetória pragmática e já apoiou Lula em 2018; hoje é crítico ao PT, com algumas divergências, como apoio a Messias ao STF e recusa de impeachment de Moraes.
- A Polícia Federal o acusa de assinar projetos do Master em troca de benefícios, como mesada, viagens e uso de imóvel; a defesa nega as acusações e afirma disposição para esclarecer.
O PT pressiona pela instalação de comissões de investigação após revelar ligações entre o Banco Master e o entorno do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP. A acusação envolve o que o partido chama deBolsoMaster, associando o episódio ao governo de Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu na quinta-feira, dia 7, em redes sociais.
Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, disse que a nova fase da Operação Compliance Zero expõe a proximidade entre o governo Bolsonaro e supostos operadores da fraude. Ele defende a criação simultânea de CPMI no Senado e de CPI na Câmara para apurar as ligações com o Master, a partir das revelações envolvendo Vorcaro.
A oposição responde com o rótulo LulaMaster, destacando reunião entre o presidente Lula e Daniel Vorcaro, com participação do presidente do Banco Central. Outro ponto citado é o suposto vínculo do Master com o governo da Bahia, liderado pelo PT desde 2007, ligado à exclusividade na operacionalização de crédito consignado do programa CredCesta.
Contexto político
Ciro Nogueira já teve atuação ampla na pauta governista, tendo ocupado a Casa Civil no governo Bolsonaro. Durante as eleições de 2018, apoiou Lula, e, ao longo do tempo, passou a integrar posições críticas ao petismo, mantendo, porém, alianças com diferentes governos conforme o pragmatismo político.
Entre as nuances da atuação do senador, há o apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, e a recusa em assinar pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, justificada pela avaliação de que não haveria maioria no plenário para afastamento. Ciro Nogueira também é acusado pela PF de ter assinado propostas redigidas pelo Master, com benefícios alegados que incluiriam mesada e viagens, segundo fontes policiais.
A defesa de Nogueira contesta as investigações e afirma que não houve qualquer prática de cooptação, ressaltando que as medidas investigativas não devem ocorrer com base em mensagens de terceiros. A defesa se coloca disponível para esclarecer todos os pontos em apuração.
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