- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse que a relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ficou estremecida após a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF.
- Wagner afirmou que Alcolumbre queria Rodrigo Pacheco na vaga e que ele, como líder do governo, deveria “arrancar” isso do presidente, algo que ele não pode fazer.
- O presidente do Senado teria visto a sabatina como uma disputa política contra o governo, em vez de uma análise técnica sobre a nomeação.
- No plenário, foram 42 votos contra Messias e 34 a favor; a Advocacia-Geral da União precisava de pelo menos 41 votos para confirmar a nomeação.
- Alcolumbre atuou nos bastidores para influenciar o resultado, buscando votos contrários e antecipando o placar, de forma discreta.
O plenário do Senado registrou a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF. Houve 42 votos contrários e 34 favoráveis, faltando os 41 votos necessários para aprovar a nomeação. A derrota ocorreu durante a sabatina, na tarde de quarta-feira.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, afirmou que a relação com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ficou abalada após o resultado. Segundo ele, o presidente queria a escolha de Rodrigo Pacheco para a vaga, e Wagner enfatizou que não comanda a posição do presidente.
Wagner relatou que a derrota de Messias parece ter tido motivação política, atingindo o governo e transformando a sabatina em um embate político. Ele disse que houve atuação de assessores nos bastidores para influenciar o placar sem que o governo percebesse.
Situação no plenário
Wagner afirmou que não esperava menos de 41 votos e reconheceu que houve trabalho oculto para atingir o resultado. O líder do governo defendeu Messias como pessoa e profissional, mas destacou que a votação ficou marcada pela disputa entre blocos no Senado.
Alcolumbre atuou nos bastidores para influenciar votos, buscando apoio de senadores e antecipando o placar de derrota. A atuação foi conduzida de forma discreta, sem exposição pública, o que dificultou a leitura do governo até o fim da votação.
A sessão terminou sem a confirmação de Messias para o STF, mantendo a vaga sem ocupação até nova indicação. O episódio é visto por autoridades como indicativo de tensões internas entre o apoio ao governo e as articulações no Senado.
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