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Líder do governo afirma que rejeição de Messias representou derrota para Lula

Líder do governo chama rejeição de Messias ao STF de “cacetada” em Lula; derrota histórica aumenta desconfiança entre governo e Senado

Jaques Wagner admitiu que a rejeição de Messias estremeceu a relação do governo Lula com Alcolumbre. (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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  • O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, chamou a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF de uma “cacetada” em Lula.
  • Messias recebeu 34 votos favoráveis, abaixo dos 41 necessários; as projeções internas apontavam aprovação de 41 ou 42 votos.
  • Wagner afirmou que a sabatina não foi técnica, mas um julgamento político, com atuação de pessoas nos bastidores.
  • A derrota abriu atrito entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia a indicação de outro nome e esperava que Lula recuasse.
  • Há registro de áudio em que Alcolumbre disse a Wagner que esperava derrota de Messias por oito votos; a votação foi secreta, dificultando a contagem de apoios.
  • A rejeição é histórica: foi a primeira indicação barrada pelo Senado desde a promulgação da Constituição de 1988 (há registro de rejeições anteriores em 1894).

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou nesta quarta-feira (6) a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF como uma “cacetada” em Lula. Wagner afirmou que as objeções não eram sobre preparo técnico, mas um ataque ao presidente. Ele falou durante agenda na China, em entrevista à Bahia Notícias.

Messias precisava de 41 votos favoráveis, mas recebeu apenas 34. O líder do governo atribuiu a derrota a uma atuação supostamente sorrateira de parte de parlamentares, garantindo que o governo foi pego de surpresa pelo placar.

Segundo Wagner, a sabatina não foi uma avaliação técnica, mas um julgamento político do presidente da República. O líder também destacou que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou estremecida pela disputa.

Derrota histórica e desdobramentos

Wagner afirmou que houve atuação de “muita gente” que trabalhou por debaixo do pano, o que dificultou a contabilização do apoio em votação secreta. Ele disse que o advogado-geral da União acabou envolvido na disputa entre os Poderes.

Alcolumbre, que defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para presidir o Senado, teria dito a Wagner antes da divulgação do resultado: “Acho que ele vai perder por oito”. A fala foi registrada pelos microfones da Mesa Diretora.

Repercussões e próximos passos

A decisão é vista como derrota histórica para a gestão atual e marca o primeiro nome rejeitado pelo Senado desde a promulgação da Constituição de 1988. A associação Civitas para Cidadania e Cultura já acionou o STF para pedir a anulação da sessão.

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