- Lula viaja a Washington para negociar com Trump um acordo de combate ao crime organizado.
- Enquanto isso, o Senado, sob Davi Alcolumbre, impede a votação da PEC da Segurança, ainda sem relator designado.
- A PEC da Segurança, aprovada na Câmara em dois turnos por ampla maioria (461 a 14), prevê integração do sistema de segurança entre União, estados e municípios.
- O governo quer incluir a PEC no cronograma de votações antes do recesso; teme ficar sem tempo para aprová-la antes das eleições.
- Na negociação com os EUA, há expectativa de avanços no tema de comércio e de apresentar propostas como parceria em minerais críticos, incluindo a regulamentação de terras raras já discutida pela Câmara.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte nesta quarta-feira (6) para Washington, onde buscará fechar com o presidente Donald Trump um acordo de combate ao crime organizado. A ação ocorre enquanto o Senado, sob a liderança de Davi Alcolumbre, segura a votação da PEC da Segurança.
A PEC da Segurança, que já foi aprovada pela Câmara em dois turnos, propõe integrar os sistemas de segurança entre União, estados e municípios. A maioria da Câmara foi expressiva: 461 votos a favor no segundo turno. No Senado, contudo, a tramitação não foi iniciada.
Alcolumbre ainda não designou o relator da proposta e, segundo a equipe do senador, deve anunciar um cronograma de votações para o período pós-recesso. A expectativa é incluir a PEC nesse calendário, ainda que haja temor de faltar tempo com as eleições próximas.
Plano de negociação externa
No âmbito da viagem a Washington, a expectativa é avançar no tema de combate ao crime organizado, alinhando ações com os EUA. Em relação ao comércio, Lula busca evitar acusações de prática desleal que justifiquem tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
Entre as propostas, está a oferta de parcerias com empresas norte-americanas voltadas à exploração de terras raras. Lula também pode apresentar à equipe de Trump o projeto de regulamentação de minerais críticos já aprovado pela Câmara.
A agenda diplomática ocorre em meio a sinais de otimismo do governo em relação a um avanço conjunto nos temas de segurança e gás de exportação, segundo fontes da assessoria presidencial. O desfecho das tratativas depende de negociações técnicas entre as equipes.
Entre na conversa da comunidade