- O conselho de Lancashire, liderado pela Reforma, planeja sair do UK Resettlement Scheme e do Afghan Resettlement Programme, possivelmente tornando-se a primeira localidade a tomar essa decisão.
- A saída envolveria Lancashire deixando de participar dos programas de reassentamento, que são coordenados pelo governo central em nome de várias entidades locais.
- A justificativa é redirecionar recursos para apoiar residentes vulneráveis e veteranos no condado, segundo o porta-voz do gabinete.
- Críticos de oposição veem a medida como manobra política de Reform UK, alegando que o governo central encontraria outros conselhos para comandar os programas.
- Como contexto, dados oficiais indicam que, em 2025, 190 mil pessoas obtiveram permissão de residência no Reino Unido por vias humanitárias, número que aumentou em relação ao ano anterior.
O conselho do condado de Lancashire, liderado pelo grupo Reform, informou que pretende deixar o esquema de reassentamento de refugiados apoiado pelo governo. A medida seria anunciada pelo vereador Joshua Roberts, responsável pela pasta de áreas rurais, meio ambiente e comunidades. O objetivo é redirecionar recursos para residentes vulneráveis e veteranos.
A saída afetaria a participação de Lancashire no UK Resettlement Scheme (UKRS) e no Afghan Resettlement Programme (ARP). O órgão coordena esses programas para 14 conselhos unitários e distritais da região, com responsabilidades sobre habitação. Se confirmado, Lancashire seria a primeira autoridade local a se retirar.
Roberts afirmou que a proposta busca equidade para a população local, destacando que fundos públicos deveriam atender quem vive na região e contribui com a comunidade. A opção é apresentada como resposta a pressões sobre recursos municipais e ao mercado imobiliário local.
A oposição reagiu de forma crítica. Líder do grupo trabalhista, Azhar Ali, descreveu a ideia como manobra política. Liderança conservadora, Aidy Riggott, disse que aguardaria o conteúdo do parecer da cabina. A porta-voz do Partido Verde, Gina Dowding, afirmou tratar-se de uma tática para obter publicidade antes das eleições locais.
Segundo estatísticas do governo, 190 mil pessoas receberam autorização de residência por vias humanitárias em 2025, em meio ao aumento causado por extensões de programas existentes. Um porta-voz do conselho afirmou que mudanças políticas requerem decisão da cabina.
A assessoria do conselho reiterou que qualquer mudança dependeria de decisão formal da cabina, sem que haja confirmação imediata de prazos ou impactos para os serviços locais. O tema ganhou contorno político próximo às eleições locais.
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