- A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) na segunda fase da Operação Unha e Carne, com mandados de busca em vinte e um endereços, autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
- Rangel é apontado como provável líder de uma organização criminosa que desviava recursos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) em licitações e aquisição de materiais e serviços.
- Diálogos de dois mil e vinte e dois citados na decisão mencionam violência, incluindo tiros no portão e arrancar a cabeça de um adversário, segundo a PF.
- A investigação indica relação de Rangel com um indivíduo de alta periculosidade e com um homem de extensa ficha criminal; a defesa afirma surpresa e confia no devido processo legal.
- O caso envolve também o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, com indícios de loteamento de cargos e direcionamento de contratos; a PF informou sobre uma planilha intitulada “Pedidos em 12-04-23” usada para influenciar nomeações.
Thiago Rangel, deputado estadual do Rio pelo Avante, foi preso em uma nova fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A PF aponta diálogos de 2022 que sinalizam crimes violentos e intimidação, ligados ao esquema investigado na Secretaria de Educação do Rio. A ação também levou ao afastamento do parlamentar.
Segundo a PF, as mensagens trocadas por Rangel e aliados indicam planos de agressões e de manter vantagem competitiva contra adversários. Em uma das mensagens, o deputado menciona dar um “jeito” em um oponente, com referências a tiros no portão. Em outro trecho, há menção a arrancar a cabeça de um adversário.
Outra conversa sugere planos de intimidar, com ataques ao carro da vítima, além de indicar uma organização com uso frequente de ameaças. As mensagens indicam organização entre interlocutores para atuar com violência e pressão. A PF também cita vínculos de Rangel com indivíduos de ficha criminal extensa.
Prisão, mandados e alvo da investigação
A operação prendeu Rangel e seis outras pessoas, com mandados de busca e apreensão em 21 endereços. Além da prisão, o STF autorizou o afastamento do deputado e a continuidade das investigações. A investigação envolve desvios de recursos públicos em licitações da Seeduc, com suposta fraude em compras e serviços.
A PF aponta que o foco é desarticular uma organização criminosa voltada a fraudes em procedimentos de aquisição de materiais e obras para a Secretaria de Educação do Estado. A ação resulta de indícios de loteamento de cargos e favorecimento em contratos.
O material apreendido inclui documentos e planilhas que, segundo a PF, indicam indicação de cargos em órgãos públicos estaduais. A Procuradoria-Geral da República apoiou as medidas, com base nas informações coletadas durante as diligências. O caso continua sob apuração.
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