- O Irã elevou o tom, dizendo que o confronto ainda nem começou, em resposta à operação dos EUA para escoltar navios no estreito de Ormuz.
- Por ordem de Donald Trump, a marinha dos Estados Unidos passou a escoltar navios comerciais atravessando o estreito, após ataques na região que ameaçaram o cessar-fogo.
- Centcom afirmou que dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos, escoltados pelos EUA, atravessaram Ormuz com sucesso; também houve ataques interceptados contra navios norte‑americanos.
- O Irã negou danos a seus navios e acusou Washington de matar civis em ataques a embarcações que partiam de Omã.
- Houve ataques a Emirados Árabes Unidos e Omã; o preço do petróleo ficou em cerca de 113 dólares o barril, em meio a tensão na região.
O Irã elevou o tom diante da operação dos EUA para escoltar navios no Estreito de Ormuz, um dia após ataques que colocaram em risco o cessar-fogo na região. A assessoria iraniana afirmou que o país ainda não iniciou qualquer confronto, mas endureceu a retórica sobre a passagem estratégica que já movimentou grande parte do comércio global de hidrocarbonetos.
O governo americano informou que a marinha passou a orientar navios comerciais na travessia do estreito, sob ordens do presidente em exercício. O objetivo é manter o trânsito seguro diante da tensão com Teerã, que controla a passagem desde o início de conflitos recentes na região.
Mohamad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, afirmou que manter o status quo é inaceitável para os EUA, enquanto o Irã sustenta que a segurança do transporte marítimo foi ameaçada pela presença militar norte-americana.
Contexto
Desde o início da guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã, o Irã vem exercendo controle sobre o Estreito de Ormuz, por onde passava uma parcela expressiva do petróleo mundial. A escalada tem pressionado os preços do petróleo, com o Brent acima de 110 dólares o barril em momentos recentes.
As autoridades norte-americanas anunciaram a operação chamada Projeto Liberdade, iniciada em abril para permitir a passagem de navios bloqueados pelos estreitos. Dados de fontes especializadas apontam que mais de 900 navios estavam no Golfo Pérsico no fim de abril, com quase 20 mil tripulantes.
Reação regional e internacional
Relatos de ataques apontam lançamento de mísseis e drones de origem iraniana contra alvos militares dos EUA, com interceptação anunciada pelo Centcom. Em resposta, Washington informou que desalojou ameaças marítimas e que dois navios mercantes com bandeira dos EUA cruzaram o estreito com escolta. Aponte-se que a Maersk confirmou a travessia de um cargueiro bloqueado desde fevereiro, acompanhada por forças americanas.
Teerã negou danos a seus navios e acusou Washington de ataques que teriam ceifado várias vidas civis em Omã. Países da região registraram impactos indiretos, como incêndios e explosões em instalações próximas a Ormuz.
Perspectivas
O mercado de petróleo segue atento à evolução do conflito, com especialistas indicando que a retórica entre as partes pode agravar a violência antes de uma solução diplomática. Comentários oficiais destacam que, no plano estratégico, não deve haver solução puramente militar para a crise.
O diplomacia internacional continua tentando retomar negociações entre Irã e Estados Unidos, embora encontros prévios, realizados em Islamabad, não tenham produzido resultados até o momento. Diversos governos manifestaram preocupação com a escalada na região.
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