- Ministros do governo discutiram durante reunião de gabinete a demissão de Olly Robbins, chefe da delegação do Foreign Office, em meio ao escândalo de vistorias envolvendo Peter Mandelson.
- Membros que intervieram sinalizaram preocupação em criar uma dicotomia entre ministros e funcionários, buscando evitar o afastamento da civil service.
- A discussão também revelou dúvidas sobre justificar a demissão de Robbins pela alegação de não ter informado sobre Mandelson, que foi aprovado como embaixador nos Estados Unidos.
- Em meio às repercussões, ministros como Wes Streeting (saúde) e Rachel Reeves (finanças) defenderam manter boa relação com os funcionários públicos; Starmer concordou com esse ponto.
- O pronunciamento de Downing Street reforçou que Robbins cometeu erro de julgamento, mas é “homem de integridade e profissionalismo”; próximos depoimentos de autoridades públicas devem ocorrer para esclarecer a vetação de Mandelson.
O governo discute a demissão de Olly Robbins, chefe de relações exteriores, em meio ao escândalo de vistorias envolvendo Peter Mandelson. A decisão de Keir Starmer gerou controvérsia entre ministros durante a reunião de gabinete nesta terça-feira, em Westminster. A demissão ocorreu após o conhecimento de que Mandelson, indicado como embaixador nos EUA, não teria sido autorizado pela checagem de segurança.
Fontes do governo afirmam que o recado foi dado para evitar desalinhamento com o serviço civil. O debate revelou preocupações sobre o impacto de demissões na relação entre ministros e funcionários públicos. Alguns membros enfatizaram a importância de manter o Quadro de Governo alinhado com o funcionalismo.
Entre os presentes, o vice-primeiro-ministro David Lammy recomendou evitar uma lógica de “nós contra eles” com o serviço público. A secretária de Interior, Shabana Mahmood, questionou a justificativa da demissão de Robbins e aplaudiu o funcionário pela atuação. Outros, como Wes Streeting e a chanceler Rachel Reeves, defenderam manter os funcionários ao lado do governo.
O gabinete também discutiu o contexto do escândalo: Mandelson foi nomeado embaixador nos Estados Unidos apesar de falhas na checagem de segurança. Robbins afirmou aos parlamentares ter informado Downing Street apenas depois de perceber a oposição à nomeação, sem detalhar o aconselhamento da equipe de checagem.
Parte do Partido Trabalhista mantém reservas sobre a decisão de Starmer, com críticos afirmando que Robbins apresentou pressões para confirmar Mandelson no cargo. Alguns parlamentares veem a demissão como um sinal de julgamento questionável do premiê e de tensões com Whitehall.
Downing Street divulgou que Starmer reconheceu que Robbins cometeu um erro de julgamento, mas ressaltou a integridade do servidor. O premiê também destacou o esforço de milhares de funcionários públicos que atuam com integridade e dedicação ao serviço público.
A repercussão levou a chamadas para reinstalar Robbins entre ex-altos funcionários de Whitehall. A agenda de comissões e depoimentos inclui a oitiva de Cat Little, funcionária-chefe do Cabinet Office, e de Morgan McSweeney, ex-chefe de gabinete de Starmer, em audiências na comissões Extrajudiciárias.
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