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Primeira Nação critica esforço de separação da Alberta do Canadá

Sturgeon Lake Cree Nation pede à Justiça interromper a secessão de Alberta, apontando violação de tratado e risco de interferência estrangeira

A participant holds a placard as hundreds gather for a Resistance Rally organized by the Alberta Federation of Labour (AFL) to protest issues including wages human rights concerns and separatist rhetoric, at the Alberta legislature in Alberta, Canada, on 26 April 2025.
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  • A Sturgeon Lake Cree Nation, perto de Edmonton, pediu a um tribunal para suspender a campanha separatista que busca o referendo pela secessão de Alberta do Canadá.
  • O caso, que começou nesta terça-feira e deve durar três dias, contesta a viabilidade legal do referendo proposto.
  • O grupo separatista Stay Free Alberta já reuniu cerca de 178 mil assinaturas, após Alberta reduzir o mínimo necessário e alterar regras de referendos iniciados por cidadãos.
  • A sétima questão do possível pleito de outubro pode tratar de imigração, saúde e a própria constituição do país; a liderança provincial retirou poderes do gerente eleitoral para permitir tais perguntas.
  • A Sturgeon Lake Cree Nation sustenta que Alberta, o governo federal e o chefe de eleições violam o Tratado Número oito, e acusa o movimento de risco de interferência externa; a decisão está prevista para 2 de maio.

A Sturgeon Lake Cree Nation apresentou um requerimento ao tribunal para interromper a campanha de secessão de Alberta, afirmando que o movimento viola direitos do tratado. A ação foi iniciada na semana passada, no contexto de um referendo proposto para outubro.

O grupo separatista Stay Free Alberta reuniu o número necessário de assinaturas para levar a questão a voto, segundo o grupo. Eles desejam que a pergunta avalie se Alberta deve deixar o Canadá e tornar-se independente.

A primeira audiência começou na terça-feira e deve durar três dias. O processo contesta mudanças recentes nas regras de referendos promovidos por Alberta.

Contexto legal e político

A premiê de Alberta, Danielle Smith, reduziu de 588 mil para cerca de 178 mil o número de assinaturas exigidas para iniciar referendos constitucionais. Também alterou o papel do oficial eleitoral no processo.

O governo alega que o modelo permite perguntas que violariam a Constituição canadense. O movimento separatista questiona o funcionamento do sistema e a aplicação das regras.

Sturgeon Lake alega que o governo provincial, o governo federal e o oficial eleitoral não cumpriram disposições do Tratado No. 8, assinado em 1899. A nação afirma que o território não pode ser cedido.

Os advogados da nação pleiteiam a restauração da exigência constitucional às petições de iniciativa cidadã e a interrupção do esforço de coleta de assinaturas.

A nação alerta para riscos de interferência externa e afirma que um voto de secessão pode atrair influência de potências estrangeiras. O debate envolve questões centrais de direito indígena e constitucional.

O processo ocorre em meio a críticas públicas sobre a legalidade das ações de Alberta, com o objetivo de manter o status quo constitucional. A decisão judicial pode influenciar o andamento da campanha.

O juiz responsável deve proferir um veredito até 2 de maio, data prevista para o fim da coleta de assinaturas. A decisão pode impedir ou permitir a continuidade do processo.

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