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Médicos residentes iniciam maior greve; Streeting acusa BMA de hipocrisia

Greve de médicos residentes na Inglaterra entra no sexto dia, com o governo citando custos da paralisação e a BMA respondendo às críticas sobre pagamento

This is the 15th time resident doctors have staged industrial action since March 2023 in their campaign for ‘full pay restoration’. Photograph: Phil Noble/Reuters
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  • Médicos residentes iniciaram uma greve de seis dias em hospitais da Inglaterra, a partir das 7h, com parte da categoria mantendo atendimento minimamente, mas impactando o funcionamento dos hospitais.
  • É a 15ª rodada de greve desde março de 2023, na campanha pela restauração salarial equivalente ao nível anterior aos cortes após a crise financeira.
  • O secretário de Saúde, Wes Streeting, apresentou a estimativa de que as paralisações dos médicos residentes já custaram ao país £3 bilhões.
  • Em entrevista, Streeting disse que, se o custo fosse para atender aos salários exigidos apenas para os médicos, o valor poderia chegar a cerca de £ 30 bilhões por ano, o que geraria críticas à posição da BMA.
  • A BMA, sindicato dos médicos, continua em turnos de greve, enquanto o governo sustenta que o custo total da remuneração de toda a categoria é diverso e envolve negociações com diversos atores do NHS.

Resident doctors em hospitais ingleses iniciaram nesta manhã uma greve de seis dias, às 7h, com parte do efetivo trabalhando e parte aderindo à paralisação. A medida já impacta o atendimento em várias unidades, repetindo a mobilização que completa 15 ações desde março de 2023 pela recuperação salarial.

A greve é promovida pela BMA, sindicato dos médicos, que reivindica reposição integral de salários anteriores à austeridade. O governo, representado pelo secretário de Saúde, Wes Streeting, contrapunha-se a isso em entrevistas públicas, citando custos da paralisação em âmbito nacional.

Custo da greve e posição do governo

Streeting afirmou que as greves já custaram ao país bilhões de libras, em comentários ao programa Today. O ministro sustenta que o valor da reposição salarial desejada geraria despesas muito superiores, chegando a dezenas de bilhões por ano, se extendido a outros profissionais de saúde.

Segundo ele, a oposição da BMA decorre de ganhos salariais já consolidados para os trabalhadores do setor público desde a gestão atual. A BMA sustenta que o custo com a recuperação salarial seria compatível com o valor reivindicado pelos médicos.

Agenda e próximos desdobramentos

Ainda nesta quinta-feira, a programação incluía eventos políticos na Escócia e atividades governamentais em Downing Street, além de outras lideranças partidárias em diferentes frentes. A greve permanece em curso até sexta-feira, com impacto variável no atendimento. Fonte: cobertura do Guardian.

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