- Kanye West, também conhecido como Ye, ofereceu-se a encontrar-se com a comunidade judaica do Reino Unido para ouvir e buscar mudanças após forte reação à sua participação no Wireless festival, em Londres.
- O rapper já havia feito comentários antissemita, incluindo elogio a Adolf Hitler, e lançou a música Heil Hitler; chegou a expor uma camiseta com suástica no site.
- deputados e organizações judaicas condenaram a presença dele no festival e cobraram ações do governo, com críticas públicas também feitas pelo ministro da Saúde, Wes Streeting.
- Melvin Benn, diretor-geral da Festival Republic, afirmou que Ye iria apresentar apenas as músicas que estão em rádios e plataformas de streaming, defendendo uma segunda chance e destacando posição antifascista pessoal.
- Keir Starmer, primeiro-ministro interino, também questionou a decisão de manter Ye no evento, chamando a situação de preocupante devido aos seus comentários anteriores.
Kanye West, também conhecido legalmente como Ye, ofereceu-se a conhecer a comunidade judaica do Reino Unido após a forte reação à sua participação no Wireless Festival, em Londres. A declaração foi publicada após críticos chamarem a performance de afronta e de promoção de ideias antissemitas.
O rapper tem sido alvo de denúncias após declarações que foram interpretadas como elogio a Adolf Hitler. Em 2024, ele lançou uma música associada a Heil Hitler e comercializou uma camiseta com a suástica. Parlamentares e organizações judaicas pedem desde então a suspensão de sua presença no país.
O Wireless Festival, promovido pela Festival Republic, ocorreu em Londres e gerou debate sobre o peso de reportes de ódio no meio musical. O secretário de Saúde, Wes Streeting, afirmou que Ye não deveria ser atração principal do evento.
Reações e posicionamentos
O diretor-geral da Festival Republic, Melvin Benn, disse que Ye iria se apresentar, mas que a banda não apoiaria posturas ofensivas, ressaltando que as músicas em rádio e streaming seriam o foco. Benn também destacou sua experiência de antifascismo e apoio a um estado judeu, com referência à convivência com o conflito árabe-palestino.
Keir Starmer, primeiro-ministro, classificou a situação como preocupante, questionando a viabilidade de manter Ye no lineup diante de seu histórico. O governo não confirmou medidas adicionais, mas avaliou o impacto da controvérsia na comunidade local.
Em janeiro, Ye publicou um anúncio na imprensa dos EUA pedindo desculpas por seu comportamento antissemitizante, atribuindo parte da hostilidade a um transtorno bipolar, sem detalhar impactos de tratamento. A declaração de disponibilidade para diálogo sinaliza a tentativa de reduzir tensões.
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