- A senadora Pauline Hanson, de Queensland, disse que não abandonará Ben Roberts-Smith mesmo com a prisão dele por cinco crimes de guerra, relacionados a três incidentes.
- Roberts-Smith, condecorado com a Victoria Cross, foi preso na terça-feira em Sydney; a pena máxima para o crime é de prisão perpétua.
- Os Greens afirmaram que ninguém deveria estar acima da lei e pediram responsabilização pelos incidentes ocorridos no Afeganistão entre 2009 e 2012.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese não comentou o caso, dizendo que é assunto que está nos tribunais.
- O ex-primeiro-ministro Tony Abbott emitiu apoio aos membros das forças especiais e questionou como as ações foram apuradas, sugerindo falhas no processo.
Pauline Hanson mantém apoio a Ben Roberts-Smith, mesmo com a prisão por supostos crimes de guerra. A senadora de Queensland afirma que não o abandonará, enquanto o Green Party promete responsabilidade legal para todos.
Roberts-Smith, ganhador da Victoria Cross, foi formalmente acusado na terça-feira de cinco crimes de guerra — homicídio, ligados a três ocorrências no Afeganistão. A pena máxima é prisão perpetrua. Ele nega as acusações.
A prisão ocorreu no Aeroporto de Sydney, após a conclusão de uma investigação de cinco anos. A defesa de Roberts-Smith já havia enfrentado ações de difamação anteriores relacionadas a alegações de assassinato de civis desarmados.
Reações políticas
Líder do governo, o primeiro-ministro Anthony Albanese, não comentou o caso, dizendo que não iria interferir em processo judicial em curso. A oposição também afastou-se de julgamentos, destacando o respeito às forças especiais.
O Greens David Shoebridge qualificou a detenção como um marco de responsabilização, afirmando que ninguém está acima da lei. Ele pediu maior escrutínio sobre eventuais falhas em hierarquias militares.
Contexto e investigações
O caso envolve investigações que enfrentaram desafios práticos, como a ausência de autópsias formais. A apuração foca em incidentes ocorridos entre 2009 e 2012, durante operações no Afeganistão.
Antigo primeiro-ministro Tony Abbott também se posicionou, defendendo que regras valem para todos, mas questionando como eventuais transgressões teriam passado despercebidas pela cadeia de comando.
A imprensa local segue acompanhando os desdobramentos legais e políticos, com atenção especial à condução do inquérito e ao impacto sobre veterans e operações internacionais.
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