- O Conselho de Ética da Câmara retomou, nesta terça-feira, a análise de processos que podem suspender três deputados pela ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025.
- São investigados Zé Trovão, Marcos Pollon e Marcel Van Hattem, acusados de conduta incompatível com o decoro durante o protesto.
- Pollon teria se sentado na cadeira do presidente Hugo Motta, impedindo a retomada dos trabalhos; Van Hattem também ocupou cadeiras da Mesa para bloquear o acesso ao presidente.
- O corregedor recomendou a suspensão dos mandatos por trinta dias; o relator, deputado Moses Rodrigues, deve apresentar o parecer para votação.
- Cada deputado negou irregularidades, alegando atuação dentro do âmbito político e direitos de reunião; Zé Trovão afirmou que a acusação não reflete a realidade, e os demais destacaram ausências de intenção de paralisar a Câmara.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira 7 a análise de processos que podem suspender três parlamentares. Eles são acusados de conduta incompatível com o decoro durante a ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025, em protesto contra a prisão domiciliar preventiva de Jair Bolsonaro. A ação envolve Zé Trovão, Marcos Pollon e Marcel Van Hattem.
A sessão de hoje analisa a representação contra Pollon, que teria ocupado a cadeira do presidente Hugo Motta e impedido a retomada dos trabalhos. Van Hattem também é citado por ocupar uma cadeira da Mesa para dificultar o acesso do presidente da Casa.
As representações foram apresentadas pela base governista à Corregedoria Parlamentar, que recomendou a suspensão de 30 dias. O relator do caso é o deputado Moses Rodrigues, que deve apresentar o parecer e conduzir a votação.
Zé Trovão é acusado de ter barrado a subida de Motta com o corpo e a perna, contribuindo para a paralisação das atividades. O corregedor aponta desrespeito à autoridade da Mesa e à institucionalidade do Legislativo.
Defesas dos deputados
Os parlamentares negam irregularidades. Zé Trovão afirmou que a acusação carece de precisão e que as versões não refletem a realidade. Van Hattem diz que a ocupação foi um protesto contra supostos descumprimentos de acordos políticos, amparado pela reunião e pela obstrução parlamentar.
Pollon sustentou que sua ação foi um gesto político protegido pela imunidade parlamentar. Disse que a obstrução é um instrumento histórico do Legislativo e que não houve intenção de impedir o funcionamento da Câmara. Alegou ainda ter diagnóstico de autismo.
Na época, o então ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão de Bolsonaro em meio ao processo sobre a suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. O Congresso estava em recesso durante o episódio.
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