- A British Medical Association (BMA) foi acusada de hipocrisia por exigir um aumento de vinte e seis por cento para médicos residentes, enquanto ofereceu apenas dois vírgula setenta e cinco por cento aos seus próprios funcionários.
- Milhares de médicos da NHS na Inglaterra realizaram a décima quinta greve desde março de 2023, com a paralisação marcada para durar seis dias.
- Ao mesmo tempo, centenas de funcionários da BMA, representados pela GMB, também entraram em greve após receberem aumento de dois vírgula setenta e cinco por cento, abaixo da inflação.
- A oferta do governo, apresentada pelo secretário de saúde Wes Streeting, previa aumento médio de quatro vírgula nove por cento para os médicos residentes neste ano, o que a BMA rejeitou.
- Streeting afirmou que o acordo para os médicos residentes incluiria ganhos médios de trinta e cinco vírgula dois por cento em comparação a quatro anos atrás, e criticou a BMA por pedir mais para os médicos sem aumentar o salário de seus próprios funcionários.
O movimento de greve envolve médicos do NHS na Inglaterra e a própria British Medical Association (BMA). Em meio a uma disputa salarial, os resident doctors rejeitaram um reajuste de 4,9% oferecido pelo governo, enquanto os funcionários da BMA receberam apenas 2,75%. O episódio levanta acusações de hipocrisia entre as partes. A paralisação de médicos marcou a 15ª rodada de greves desde março de 2023. A greve dos funcionários da BMA começou na segunda-feira, em adesão a um pedido de reajuste menor do que o proposto aos médicos.
A dissipação entre as partes ocorre em meio a orçamentos e pressões salariais. O governo avalia impactos financeiros de propostas de remuneração e a BMA defende reajustes maiores para médicos, mas afirma não ter condições de ampliar salários dos seus próprios trabalhadores no momento.
A oferta recusada envolvia um aumento médio de 4,9% aos médicos residentes neste ano, com variações para os salários mais baixos. O secretário de Saúde, Wes Streeting, afirmou que o acordo proposto seria mais favorable para os médicos do que para a própria estrutura da BMA.
Segundo Streeting, a proposta para os residentes representaria ganhos médios de 4,9%, com ganhos maiores para os mais baixos e um aumento acumulado significativo desde quatro anos atrás. Ele criticou a posição da BMA por não aceitar o acordo, ao mesmo tempo em que a própria associação ofereceu 2,75% aos seus funcionários, por questões orçamentárias.
O presidente do comitê dos médicos residentes declarou pesar pela greve, afirmando que os profissionais não tinham outra alternativa após repetidas tentativas de evitar a paralisação. Enquanto isso, colegas do NHS foram chamados para suprir a demanda, causando cancelamentos de atendimentos e procedimentos.
Pesquisas de opinião indicam visões variadas sobre as greves: parte da população se posiciona contrariamente, enquanto outra parcela apoia os médicos. Em Bristol, profissionais ressaltaram que a adesão é vista com mistura de apoio público e frustração pela duração do movimento. A paralisação tem duração prevista até as 7h da segunda-feira, com apelos para que pacientes busquem atendimento apenas em casos realmente urgentes.
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