- Augusto Cury disse ter conversado “longamente” com Gilberto Kassab, presidente do PSD, e outros líderes antes de aceitar ser pré-candidato pelo Avante, e cogitar disputar pelo PSD.
- O PSD já havia confirmad o nome de Ronaldo Caiado para a disputa, o que influenciou a decisão de Cury de não fechar com a sigla.
- O escritor afirmou que optou pelo Avante por não ter tempo de construir uma candidatura com garantia mínima em outras siglas.
- Sobre as regras e a liberdade de debate, Cury criticou o desenho atual e disse que preferia um espaço menor, porém com acolhimento, para “aumentar a régua dos debates” com propostas.
- Em relação a um eventual segundo turno, o pré-candidato disse que poderia apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro desde que o vencedor adira às suas teses, especialmente em temas econômicos e sociais.
O escritor Augusto Cury afirmou ter conversado longamente com Gilberto Kassab, presidente do PSD, e com outros líderes antes de aceitar ser pré-candidato pelo Avante. Na entrevista ao UOL News 1ª Edição, ele relatou que chegou a discutir disputar a presidência pelo partido de Kassab.
Cury citou ter mantido diálogos com Michel Temer e com Aécio Neves, além de Kassab, entre outros. Segundo ele, Kassab disse que, se a aproximação tivesse ocorrido três ou quatro meses antes, poderia ter sido candidato do PSD, mas o partido já tinha três nomes em foco.
No começo do mês, o PSD confirmou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, para a disputa. O UOL entrou em contato com a sigla para obter posicionamento oficial sobre o tema.
Afirmando ter avaliado estruturas partidárias, o pré-candidato ressaltou que o Avante oferecia ambiente mais receptivo, ainda que o partido seja considerado pequeno. Disse ter buscado uma candidatura com espaço para debate, mas sem garantias mínimas em siglas maiores.
Cury criticou o atual modelo de regras eleitorais, entendendo que pode favorecer candidaturas com menos estrutura e limitar a liberdade de atuação. Ele afirmou que desejava permitir maior espaço de discussão, mesmo em cenários complexos.
O ex-psiquiatra também explicou por que não fechou com outras siglas, mencionando que algumas lideranças sugeriam construir a candidatura no longo prazo, enquanto o tempo disponível era curto. Disse ter priorizado garantia mínima para seguir adiante.
Sobre cenários de segundo turno, Cury afirmou estar aberto a apoiar qualquer um dos dois candidatos em eventual disputa, desde que estes adotem suas teses. Mencionou discordâncias com a condução econômica atual e defendeu ajustes em ações sociais, como o Bolsa Família.
O pré-candidato reforçou que pretende levar a política para um debate de propostas, não de ataques pessoais. Disse que a ideia é elevar o padrão dos debates com propostas para problemas sociais e econômicos.
O conteúdo da entrevista foi veiculado pelo UOL News, que mantém edições diárias às 10h e 17h, com replay aos fins de semana. A cobertura completa faz parte da programação disponível no site, no YouTube e nas redes da UOL.
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