- Um estudo de Cardiff University analisou mais de 3.000 itens de imprensa e aponta falhas na cobertura de questões devolvidas na Wales, gerando confusão sobre as eleições do Senedd em maio.
- Há falta de sinalização se o tema é relevante apenas para Inglaterra ou para Inglaterra e País de Gales, além do uso de termos como “o governo” em vez de “governo do Reino Unido”.
- Setenta e três por cento das postagens de social media das grandes redes não deixaram claro a quem o tema se aplicava; 57% das notícias de TV e 35% de artigos online também não esclareceram.
- Apenas 1% soube corretamente se Cardiff Bay ou Westminster tem responsabilidade por oito áreas de política; 7% reconheciam que a votação de maio ocorrerá sob um sistema de lista fechada.
- A pesquisa indica que a imprensa de repercussão nacional continua sendo a principal fonte para grande parte dos eleitores no País de Gales (46%), com diferenças políticas: 60% dos eleitores da Reforma usam mídia nacional, contrastando com outros partidos.
A mídia britânica não tem conseguido informar com precisão sobre as questões devolvidas no País de Gales, o que causa confusão entre eleitores nas vésperas das eleições no Senedd de maio. Estudo de Cardiff University com mais de 3.000 itens jornalísticos aponta padrões repetidos de cobertura entre plataformas, incluindo a ausência de indicação clara sobre a relevância para Inglaterra, ou para Inglaterra e País de Gales juntos, além de menções a “o governo” em vez de “o governo britânico”.
Professora e pesquisadora líder do estudo, a equipe identificou ainda o uso de linguagem direcionada ao leitor que se aplica apenas aos residentes na Inglaterra, o que desvirtua a percepção sobre a competência de governos diferentes. A pesquisa destaca que informações não diferenciadas entre os sistemas devolvidos não atendem às necessidades constitucionais do público.
Entendimento público e fontes
Quase 75% das postagens em redes sociais de grandes redes nacionais não esclareciam a quem se referiam, segundo a pesquisa, com impactos também em 57% das reportagens televisivas e 35% dos textos online. A falta de clareza contribui para a sensação de incerteza sobre quais políticas são definidas para cada esfera.
Dados de percepção e educação cívica
Em uma pesquisa com 1.544 pessoas, 26 anos após o início da devolução de poderes, um terço não sabia que áreas como saúde e educação são de responsabilidade do governo regional galês. Apenas 1% reconheceu corretamente quem detém a responsabilidade por oito áreas políticas, e 7% souberam explicar o sistema de votação que será adotado em maio.
Contexto comparativo e leitores
A comparação com a Escócia mostra melhores níveis de compreensão das competências devolvidas, atribuída pela análise à maior qualidade do ambiente midiático no país vizinho. No País de Gales, a mídia de âmbito nacional continua sendo a principal fonte de informação para 46% dos entrevistados, contra 10% que recorrem principalmente a veículos produzidos no País de Gales.
Impacto político e participação
A pesquisa aponta que a cobertura inadequada pode influenciar o voto ao tratar, de forma acelerada, temas com maior foco na Inglaterra, prejudicando a compreensão de questões locais. O estudo conclui que há uma grande falha comunicativa que afeta a responsabilização democrática e a performance cívica dos eleitores.
Observação sobre o cenário regional
Entre eleitores de diferentes formações, o uso de fontes nacionais oscila conforme a preferência partidária, com maior propensão entre eleitores de reformas a depender de notícias britânicas. No conjunto, os dados indicam necessidade de aprimoramento na sinalização de âmbito devolvido para fortalecer a tomada de decisão local.
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